A personalidade do ano de 2010

Tinha falado que só ia postar em 2011, mas tecnicamente já é 2011 em vários lugares do mundo =P De qualquer forma, vai um texto do que eu tinha que dizer antes que 2010 acabe.



A personalidade do ano de 2010


A revista Time escolheu Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, e a revista Rolling Stone intaliana escolheu Julian Assange, criador do Wikileaks, como o homem do ano. Na minha opinião a "personalidade" do ano não é uma pessoa, mas uma ferramenta que possibilitou vários feitos pelo ano, até mesmo o sucesso e a notoriedade de pessoas como Zuckerberg e Assange. Claro, estou falando da internet.



Redes de informação


Nesse último ano consolidou-se mais no dia-a-dia as mídias sociais[1]. Com o Facebook, Orkut, Twitter e companhia o mundo, que já estava pequeno pela globalização ocasionada pelos modernos meios de transporte e os velhos meios de comunicação, ficou ainda menor. Falar com alguém ou obter informações de outros lugares, dos mais distantes, ficou tão fácil quando abrir a porta da geladeira.


Hoje as mídias sociais já são o principal motivo de entrar na internet. E engana-se quem acha que é uma perda de tempo. Relacionamento social, interagir com o diferente, nunca foi algo inútil. Hoje as mídias sociais são tão relevantes no contexto político que muitos países bloqueiam o YouTube, Facebook, Twitter. Isso acontece pois para um governo anti-democrático ou com um pé na ditadura ou no populismo[2] é muito ruim a interação social, o trânsito de informações.


Podemos citar o exemplo do blogueiro Hosein Derakhshan, que fez surgir uma onda de blogs políticos, contestadores e independentes no Irã. Para o povo é muito bom entrar em mares nunca navegados, mas para o governo é tão ruim que Derakhshan tornou-se perigoso, tão perigoso quanto o Twitter e o YouTube, que foi proibido na China ano passado às vésperas do aniversário de 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial.



A turva democracia sendo clarificada


Outro acontecimento que a internet possibilitou foi as revelações do Wikileaks, fundado por Julian Assange. Talvez sem o aparato descentralizante que faz pulverizar informações pelo mundo de forma rápida, dentro de um ambiente que possibilita fugir das garras de grandes poderes, não teríamos as revelações disponíveis do Wikileaks.


Com os dados que foram mostrados e estão aparecendo a todo momento vemos como é pobre o jogo de poderes. Vimos como os EUA tentaram esconder do mundo assassinatos de civis feito por seus militares nas suas guerras insanas[3]. Vimos que o Tio Sam junto com a China sabotaram o COP-15, uma reunião que tenta salvar o mundo dos efeitos maléficos das atitudes irresponsáveis com o planeta[4]. Percebemos como funciona a política externa do grande irmão do norte, que coloca interesses corporativos acima da vida humana, quando "lava as mãos" no caso Pfizer. A empresa farmacêutica contou com a diplomacia para conspirar junto com autoridades da Nigéria no chocante caso de mortes de crianças causadas por testes de remédios na África[5].


Com os dados da entidade de Assange também agora sabemos não só de algumas facetas estadunidense, mas também de importante membros do Estado brasileiro, como nosso Ministro da Defesa, que de acordo com diplomatas, está de acordo com interesses americanos. Até agora sabemos que o candidato José Serra, do PSDB, falava uma coisa e fazia, por trás, outra. Serra já estava em comunicação, como mostra dados do Wikileaks, com empresas dos EUA para fazer negócios na exploração de petróleo, modificando, tornando mais neoliberal todo o negócio, de acordo com os interesses de corporações americanas[6].



Internet tornando possível se libertar das correntes das grandes forças


Pegamos o caso Wikileaks. Quando os documentos secretos da diplomacia americana emergiu ao conhecimento público, logo podemos perceber as garras do governo e das grandes corporações. Mastercard, Visa, PayPal logo sabotaram os meios de doações ao site de Assange. A Amazon expulsou de seus servidores, a EveryDNS tirou o DNS e pegou o endereço do site. O novo servidor hospedado na França, pertencente à OVH também fecha as portas à organização. O banco suiço PostFinance confiscou o dinheiro doado e até a Apple retirou o aplicativo do Wikileaks da AppStore. E apesar de tudo isso, não conseguiram parar o site, muito pelo contrário, só conseguiram inflamar pessoas para realizar ataques virtuais de protestos contra todas as entidades e empresas envolvidas com toda a sujeira.


Em um caso que aconteceu esse ano aqui em Santa Catarina, podemos ver que graças à internet conseguimos saber a verdade. Aqui um dos herdeiros (menor de idade) da RBS, gigantesco grupo de comunicação do sul do país, filiado à Rede Globo, e donos dos principais jornais impressos e emissoras de rádio, estuprou, com ajuda de um amigo filho de uma autoridade de Florianópolis, uma menina. O grande grupo RBS e a Globo ignoraram o fato. Até mesmo o comentarista da emissora, Luiz Carlos Prates, famoso por suas opiniões absurdas, sua tentativa de punir severamente menores infratores e seu saudosismo à ditadura, nada falou. Só graças a um efeito viral em redes sociais, blogs (como o "Tijoladas do Mosquito", que fez a cômica campanha "Estupro Nem Pensar", satirizando a campanha da RBS contra o crack ["Crack Nem Pensar]) todos soubemos do ocorrido, e vimos como terminam as coisas para a elite e os poderosos. O menor que estuprou a menina pegou 6 meses de serviços comunitários e tratamento psicológico (sou a favor da Justiça Restaurativa, mas o que é para se pensar é "se fosse alguém da periferia?").



A internet mudando o rumo das eleições


As eleições quase mudaram de rumo "graças" à internet. As pesquisas diziam que Dilma Rousseff ganharia com folga no primeiro turno, mas "graças" à internet isso não ocorreu.


Com uma onda criminosa de boatos uma parte anti-democrática da população (quem tenta mudar o rumo das eleições de maneira desonesta está agindo de maneira criminosa e anti-democrática) Dilma não ganhou no primeiro turno e possibilitou uma grande subida do segundo candidato.



Vendo o Brasil como ele é


Nesse ano, com a internet, vimos como é um grande parte dos brasileiros. Nas eleições, como disse antes, vimos que muitos são anti-democráticos e tentam fazer sua vontade acima da vontade da maioria. Vimos também o quão preconceituoso é nosso país.


Apesar de Dilma sair vitoriosa mesmo sem os votos do nordeste e norte do país uma onda medieval, criminosa e irracional contra as pessoas do Norte e principalmente do Nordeste tomou conta da web.


Pessoas com estudo, com boa família, e trabalhando ou estudando em áreas que lidam diretamente com o ser humano mostraram-se como são realmente. Além dos lamentáveis xingamentos, que entrar na lei de racismo, praticaram vários crimes previsto no Código Penal, como injúria e incitação ao crime. Vimos muitos dizendo que "nordestino bom é nordestino morto".


E isso é algo novo no país? Não. Sabidamente o Brasil é preconceituoso e elitista desde sempre. Só não assumimos isso publicamente. Tentamos nos travestir de "país da tolerância". E graças a rede podemos ver a verdadeira face dessas terras tupiniquins[7].



Para 2011


Espero que em 2011 a web ainda seja território mais neuro que existe. Como todos sabemos a internet é controlada pelos EUA, pelo Departamento de Comércio estadunidense, e depois do Ato Patriota, proposto no governo Bush filho, sabemos que o governo pode realizar manobras típicas de ditaduras, interferindo na neutralidade e liberdade da rede mundial.


Já houve proposta de fazer a internet pertencer à ONU, livrando do domínio de um só país. Mas acho que isso tão cedo não acontecerá. Só resta torcer para uma internet livre.


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Informações:


[1] No texto, entenda não só no sentido estrito de mídias sociais como amplo também.
[2] Ver populismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Populismo
[3] Último Segundo: http://bit.ly/frY2Ro (link encurtado por extrapolar o leiaute[8])
[4] Opera Mundi: http://operamundi.uol.com.br/blog/operaleaks/wikileaks-eua-e-china-sabotaram-em-conjunto-cop-15-revela-documento/
[5] Opera Mundi: http://bit.ly/gTOL56 (link encurtado por extrapolar o leiaute[8])
[6] Opera Mundi: http://bit.ly/hJ6x8p (link encurtado por extrapolar o leiaute[8])
[7] Veja também o artigo no Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/politica/as-eleicoes-e-o-preconceito-contra-o-nordeste
[8] Leiaute é a palavra em português para layout: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=leiaute

Imagem destacada: Paul Downey / http://www.flickr.com/photos/psd/2731067095/ / Creative Commons

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Quem desenvolve o Linux? Relatório 2010

Saiu ontem mais um relatório anual de desenvolvimento o kernel Linux. E os dados mostram que o Linux é o projeto de código-aberto de maior sucesso, sendo responsável pelo seu desenvolvimento em maior parte "profissionais de carreira" de quase 500 empresas, como Red Hat, Novell, IBM, Intel, Oracle, Nokia, AMD, Google, SGI, Samsung, HP, entre outras.


Como sempre as empresas que mais contribuíram essa ano, para o kernel 2.6.30, foram: Red Hat, Novell, IBM e Intel. Com destaque também para a Nokia e AMD que entraram no TOP 10.


Quem contribuiu mais individualmente foi Paul Mundt, da Renesas, umas das "10 mais" do ranking.


Percebe-se também que o desenvolvimento do Linux não se tornou um projeto fechado ao mundo das grandes empresas. As maiores contribuições também são de programadores independentes.


Veja os dados:




[caption id="attachment_244" align="aligncenter" width="459" caption="Ranking "geral""][/caption]

[caption id="attachment_245" align="aligncenter" width="538" caption="Kernel 2.6.30"][/caption]

Mais informações vejam o blog de Amanda McPherson, da Fundação Linux:
http://www.linux-foundation.org/weblogs/amanda/2010/12/01/our-annual-kernel-development-report-new-and-old-faces/


Relatório 2010:
http://dl.dropbox.com/u/753368/linux_kernel_development_2010.pdf

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Mobilização contra aquisição de licenças Windows 2008 pelo governo de Santa Catarina

Conforme noticiado ontem, o Governo do Estado de SC lança edital para aquisição de Windows 2008, SoLiSC, CoNSoLi e Gubro-SC preocupados com a falta de proatividade do governo catarinense em relação ao uso de software livre, escreveram uma Carta Aberta ao Governo do Estado de Santa Catarina e ao povo catarinense pela melhor aplicação dos recursos do estado em tecnologia da informação.


Vale lembrar que os estados vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul, possuem diversas ações concretas na utilização de software livre da mesma forma que o governo federal através do SERPRO, Portal do Software Público e empresas públicas.


Além do mais, existe uma a estadual nº 12.866/2004, “A Administração Pública Direta, Indireta e Fundacional do Estado de Santa Catarina utilizará preferencialmente programas abertos em seus sistemas e equipamentos de informática ”.


Por este motivo, estamos promovendo ações de mobilização e convidamos a todos a juntar esforços e participar deste ato de cidadania. É fácil participar...


(continue lendo no portal Software Livre Brasil)



Software Livre Brasil:
http://softwarelivre.org/consoli/noticias/mobilizacao-contra-a-aquisicao-de-software-proprietario-pelo-governo-de-sc


Vídeo da sobre implementação de software livre no governo - economia do dinheiro público, independência e fomento tecnológico e aumento da eficiência (parte 1 de 5):







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Linux é melhor para todos!

Primeiro de tudo vou deixar claro que o "todos" do títulos significa num sentido de "bem comum". Depois tudo isso, para deixar mais claro ainda, NÃO SE TRATA DE IDEOLOGIA, pelo menos não a ideologia pejorativa pós-napoleônica, aquela do pensamento comum de que se trata de algo sem fundamento lógico, mas sim, talvez, ideologia como ciência, a ciência das ideias, quem sabe.


De qualquer maneira o modelo de negócio e desenvolvimento chamado Software Livre é sim uma ideia estruturada, um modelo de negócio que beneficia a iniciativa privada, o empreendedorismo, a concorrência, os consumidores e gera uma gama de benefícios para todos, em todas as esferas.


Depois, especificamente sobre o Linux, qual é a situação atual no mercado de PCs? Monopólio. Sim, monopólio, o mesmo monopólio que é estudado há décadas e já provado que é prejudicial para o sistema econômico e para os consumidores. Isso que é preciso entender.


A Situação Atual do Mercado
A SITUAÇÃO ATUAL DO MERCADO

Mas a primeira atitude é, então, conhecer o quão ruim é a situação atual. Depois é preciso pensar o motivo que leva muitos a defenderem a permanência da situação atual. É de se estranhar realmente como alguém defende a permanência de uma única mega-empresa no desenvolvimento e distribuição de algo vital para todos, o sistema operacional de um computador. No entanto isso existe e são milhares que defendem a atual situação calamitosa.


É preciso saber que esse monopólio somente traz prejuízo para todos e beneficia unicamente a corporação dominante (é provado, não há o que discutir).


Agora, por que é prejudicial a dominação de uma única empresa para todos nós se eu sou consumidor e não empresário concorrente? Simples:


1. Inovações freadas e ineficiência – é provado que com a dominação maciça de uma mega-empresa lentifica, quando não cessa, o caminho das inovações. Quer um exemplo da própria Microsoft? O Internet Explorer.
A Microsoft colocou o navegador pré-instalado, com isso dominou o mercado de navegadores. Com a dominação o Internet Explorer parou no tempo. A Microsoft acabou com a equipe de desenvolvimento deixando apenas 6 pessoas para fazer remendos na segurança (só porque houve pressão pois o objetivo inicial era deixar o IE jogado). O Internet Explorer só começou a evoluir quando o Mozilla Firefox começou a fazer sucesso. Quem ganhou com a concorrência? Todos. [1]


O livro Economia [2], de de Paul e Ronald Wonnacott e Yeda e Carlos Crusius, dá o veredito, e expressa que o monopólio produz muito pouco, há ineficiência técnica e há um grande desperdício de recursos.


2. Aumento de preços – é provado que quando há monopólio os preços são taxados nas alturas.
Outro exemplo citando a Microsoft. Quando não existia o OpenOffice (BrOffice no Brasil), o pacote de escritório grátis e de código aberto da Sun/Oracle, a versão mais barata, na época, do Microsoft Office, voltada pra estudantes, passava de R$800! [3], outras passavam de R$1000, ou você pagava o que eles queriam ou comprava na rua o produto pirata e incentivava o crime organizado. [4]


E para complementar, o economista Alfred Eichner, em seu livro The Megacorp Oligopoly, descreveu um modelo de definição de preços em um mercado em situações de oligopólio e monopólio, exatamente o cenário que vemos no ambiente doméstico de PC, onde uma única empresa domina 90% do mercado.


Para Eichner, um uma indústria oligopolizada/monopolizada, o preço pode ser representado por: P = custo variável médio + (custo fixo + margem)/quantidade.
Os custos variáveis médios na industria do software estão concentrado na mão-de-obra. Os custos fixos estão incluído remunerações da gerência e dividendos pagos aos acionistas. Uma característica notória das empresas monopolistas é a separação entre propriedade e direção, o que faz a direção remunerar muito bem os donos do capital para a manutenção desta posição.
A quantidade é a capacidade produtiva pelo percentual da capacidade instalada. Na indústria do software essa variável pode ser ignorada pois o setor não precisa de linhas de produção física como uma indústria mecânica nem estoque.


Por fim, o importante nesse modelo é que a margem é predefinida pela empresa líder, de acordo com suas necessidades de investimento em capital fixo, pesquisa, desenvolvimento e propaganda, ou seja, nesse modelo monopolista a própria empresa define os preços a partir de seus custo e da margem pretendida, que tende a crescer a cada ano fiscal. [5]


E por último, como diz no livro Economia [2], no monopólio, "a empresa monopolista pode aumentar o preço sem receio de concorrência [...]. Os consumidores deste produto estão à mercê desta empresa".


3. Política de lobby e poder de mercado – é provado que a empresa que possui grande parte do mercado influencia decisões regionais, governamentais e até mundiais, decisões cujo objetivo é garantir mais benefícios para si.


No congresso há forte pressão para o governo não adotar o OpenOffice e Linux. Como disse Sérgio Amadeu da Silveira, doutor em ciência política e ex-diretor do Instituto Brasileiro de Tecnologia da Informação (ITI), "o maior problema é a força do lobby que trabalha para as grandes empresas e consegue ter influência dentro do governo [...] Entre as estratégias que os lobistas usam, está a de espalhar dúvidas e gerar temores sobre a aplicação do software livre. Eles pressionam o gestor público e passam a impressão que estão sempre colaborando [...]"[6]


Na África a empresa de Redmond chegou a tentar métodos anti-éticos, com suspeita de corrupção, para prevalecer seus interesses. O Portal Imprensa noticiou: “Microsoft é acusada de pagar propina na África para frear adoção de sistema Linux”[7]


Outro exemplo forte de influência aconteceu com o caso Corel. A Corel, desenvolvedora do famoso CorelDRAW, tinha entrado no mercado Linux. Eles desenvolveram uma distribuição que era tida como uma das mais promissoras. A divisão Linux da Corel tinha um lucro líquido milionário, era responsável por 14% dos lucros totais da empresa. No entanto outras divisões estavam com problemas financeiros. A Microsoft decidiu então ajudar financeiramente a Corel. Depois da ajuda a Corel vendeu sua lucrativa divisão Linux. [8]


4. Excludente – é provado que o detentor do mercado é excludente para várias parcelas da população, os despossuídos, como sempre, são a parte fraca no jogo de interesses, assim como micro e pequenas empresas. A empresa dominante pode fazer tudo já que o consumidor está dependente dela. No caso de sistemas operacionais podemos citar o caso do lançamento do Vista. Assim que é lançado um sistema novo da Microsoft o anterior logo perde suporte [9], ou seja, o foco fica no novo, o usuário/cliente fica abandonado e quase que obrigado a comprar novamente outro sistema, assim como provavelmente um equipamento novo.


No lançamento do Vista para ter uma ideia, 50% dos computadores pessoais nos países em desenvolvimento não eram capazes de usar o Vista, do modo mais básico, com interface clássica inclusive (aquela cinza aos moldes do Windows 95). O número aumenta para 94% no caso da versão Premium do sistema. Em resumo, o mundo teve que comprar novos equipamentos. [10]


Linux, por exemplo, tem opções tanto para equipamentos modernos, equipamentos modestos com muitos anos de uso, quanto para equipamentos com décadas de uso como um 486.


Linux é a solução
LINUX É A SOLUÇÃO

Como pode ser comprovado, a situação atual do mercado, com uma única gigantesca empresa dominando o mercado doméstico, não é bom para ninguém.


Linux entra na história sendo a solução para o problema. E os motivos são fáceis de entender. Com Linux o mercado muda completamente. Com Linux há:


1. Convergência no desenvolvimento - Além da Fundação Linux, além de engenheiros de software independentes, de universidades, governos, fundações e grupos, Linux é desenvolvido por mais de 200 empresas, como Red Hat, Novell, IBM, Intel, SGI, Oracle, Google, HP, MIPS, Cisco, Fujitsu, etc, etc, etc. Veja os dados de desenvolvimento (clique_aqui) e os membros da Fundação Linux (clique_aqui).


2. Concorrência - Mesmo inúmeras empresas convergindo para o desenvolvimento do Linux, há muita concorrência. Hoje Red Hat, Novell, Oracle, Madriva, Canonical e outras brigam pelo mercado; assim como IBM, HP, Dell (Dell é membro da Fundação Linux), Cisco, SGI e Fujitsu brigam por outros segmentos. Até o Google entrou para abalar o mercado de celulares com seu Linux, o Android. Isso fez a Nokia se mexer com seu Linux MeeGo, HP comprar a Palm e usar seu Linux WebOS e até a Samsung lançar seu Linux Bada.


Há muita concorrência que gera menores preços para o consumidor, melhores serviços e muitas opções de escolha.


3. Mais investimentos, mais empregos e avanço tecnológico - Com concorrência há mais mais investimento com finalidade de vencer as concorrentes. Com mais investimento há mais pesquisas, mais profissionais sendo, consequentemente, contratados; com mais pesquisas há um maior desenvolvimento tecnológico, e com isso mais ganho de produtividade e mais riquezas sendo geradas.


4. Baixa de preço e aumento de qualidade do Windows - Hoje, devido a dominação do mercado doméstico por um único produto de uma única empresa, os preços desse produto dominante, o Windows, está hipertrofiado ao extremo, chegando a absurdos de R$800 ou mais pela solução com mais recursos.


Com Linux forte no mercado doméstico, é possível até, devido a concorrência, ter uma grande baixa nos preços de todas as soluções Windows, e o aumento da qualidade, tornando-o cada vez mais poderoso, estável e relativamente leve.


5. Independência tecnológica - Com a concorrência há opções de escolha, opções de soluções e de tecnologia.
Com Linux é possível não ficar dependente de soluções de uma única empresa. É possível não ficar dependente das estratégias comerciais de uma única empresa privada.


Com isso é possível entender o motivo para que todos queiram o sucesso do Linux. Não faz sentido o contrário. Até mesmo quem, por algum motivo misterioso, não goste do Linux e suas soluções, tem por obrigação própria querer seu sucesso, pois nenhum ser humano racional iria querer os malefícios da atual situação do mercado e não querer os benefícios que o sucesso do Linux pode proporcionar.


Linux é melhor para o Brasil
LINUX É MELHOR PARA O BRASIL

O sistema operacional que detém o monopólio no mercado doméstico além de pertencer a uma única empresa, está sob domínio de uma única empresa privada estrangeira.


Investimento estrangeiro não é ruim, muito pelo contrário, é bom e necessário para o país, precisamos de investimentos, no entanto a situação é muito (muito, muito!) mais vantajosa se Linux fosse mais forte no mercado doméstico.


Primeiro os investimentos, na situação de mercado dominado por uma única empresa, são limitados, pois não é preciso investir muito já que não há necessidade de conquistar mais espaço no mercado, já que esse já está dominado.


Depois, a empresa dominante é estrangeira, ou seja, como toda empresa estrangeira, seus lucros obtido em nosso país é enviado para a matriz, em outro país, assim como um grande quantidade de empregos diretos e indiretos, gerados no desenvolvimento, e pagamento de impostos ficam concentrado em outro território.
Se o Linux tivesse concorrendo com uma grande participação no mercado doméstico, seria possível empresas brasileiras participarem da grande batalha por clientes, criando soluções, gerando lucros que ficariam em nosso país, assim como empregando mão-de-obra especializada nacional que seria usado no desenvolvimento.



A empresa que monopoliza o mercado investe pouco se comparado com a situação próxima da concorrência plena. E o dinheiro gerado no Brasil, quando adquirido o produto, é remetido periodicamente para a matriz.
Para entender mais sobre sobre o jogo de "investe um número X para lucrar 4X", leia essa reportagem da revista Brasil Atual: Clique Aqui
Na Folha de SP também há algumas informações: Clique Aqui


Com mais concorrência proporcionada pelo Linux há possibilidade de maiores investimentos; com maiores investimentos há mais geração de empregos, e o melhor, com Linux forte no mercado doméstico há possibilidade de soluções brasileiras, gerando dinheiro e tendo retorno para o próprio país, com possibilidade de atuação em outros países.



Linux, como eu disse anteriormente, consegue reunir convergência de desenvolvimento, concorrência, opção de escolhas e não dependência das estratégias comerciais de uma única empresa privada. Mas o melhor, Linux para o Brasil poderia gerar divisas para o país e gerar conhecimento, know-how.


Como toda empresa privada o grande lucro conseguido em nosso solo é remetido periodicamente para a matriz no país de origem. Com Linux como padrão no mercado doméstico seria possível, de maneira maciça, empresas nacionais desenvolverem soluções Linux, bem como associados a serviços competitivos. Isso seria um grande impulso para o mercado de tecnologia nacional e geraria divisas importantes para o Brasil, geraria demanda de profissionais capacitados, tendo consequências econômicas e sociais.
Ainda há de se pensar o Linux como melhor saída para soluções governamentais.


Com Linux o governo teve uma economia de milhões aos cofres públicos. Para ter uma ideia, o Brasil economizou 4 milhões de Reais em licenças substituindo os sistemas VirtuOS e Windows das urnas eletrônicas nas últimas eleições. Em 10 anos serão 15 milhões economizadosdo dinheiro público [11]. O Banco do Brasil, que é de capital misto mas o Estado é acionista majoritário, pretende economizar até 2010 90 milhões de Reais do dinheiro do contribuinte [12], assim como outros órgãos do governo. Ainda teve-se um aumento da eficiência.


Mas não é só isso. Linux teve um importante papel político-estratégico para o Brasil.
O Brasil, nesses setores que foi feita a migração, ficou livre da dependência tecnológica e/ou dependência de uma única mega empresa privada. Além disso o departamento tecnológico passou de simples contratador de serviços para desenvolvedor de tecnologia, soluções nacionais, gerando demanda por profissionais brasileiros, gerando conhecimento, know-how.


Veja a palestra falando não só que Linux, mas também de como os softwares livres são de cunho estratégico.








Linux como sistema universal
LINUX COMO SISTEMA UNIVERSAL

Aqui entenda como "universal" um sistema dominante, padrão da indústria, como acontece com o Windows. Perceba que um sistema livre que gera tantos benefícios seria inegavelmente melhor, como padrão da indústria, do que um único, pertencente a uma única empresa privada.


E entenda mais. Qual os principal problema, além de ter que aprender um conceito novo, para pessoas comuns trocarem seu sistema por um outro completamente diferente? A disponibilidade de programas.


Linux tem tudo que uma pessoa comum precisa. Tem os melhores tocadores de áudio e vídeo, melhores navegadores de internet, mensageiros, pacotes de escritório, editores de imagens, gravadores de CD, DVD e Blu-Ray. Mas esse não é problema, o problema está com alguns programas específicos, geralmente de público restrito, e famosos. No Windows acontece eventualmente de faltar alguns programas específicos, mas claro, com menos frequência pois é o sistema dominante.


É muito ruim ter uma situação como a que acontece. Caso queira passar para o Linux, não tem, nativamente, o Adobe Photoshop, DreamWeaver ou Illustrator; no Window você não tem o Autodesk Inferno, Smoke, Flame ou mesmo o Amarok ou K3b. Não seria bom uma situação onde seria possível ter todos os benefícios da concorrência sem ter as preocupações de uma mudança de sistema?


É possível ter o melhor de 2 mundos. Ter uma forte concorrência, e todos os benefícios dela, como também o benefício de ter tudo disponível, qualquer programa, sem preocupação de indisponibilidade e medo de mudanças, e até uma boa economia para desenvolvedores.


Como isso seria possível? Simples. Para o seguimento doméstico ter somente um sistema. Para o setor doméstico ter somente o Linux como o sistema operacional padrão dos PCs.


Seria bom para os consumidores, pois todo e qualquer programa, hardware, qualquer coisa, funcionaria em qualquer sistema, já que o padrão é Linux, ou seja, o consumidor, as pessoas, não ficariam dependentes de um único sistema feito por um única empresa (que cobra caro, por sinal); ainda os desenvolvedores economizariam, pois poderiam se focar em um único padrão, um único sistema. Com isso inclusive, com o dinheiro economizado, seria possível investir em mais pesquisas, aumentando ainda mais a concorrência e o desenvolvimento tecnológico.


Outro benefício é a possibilidade ainda maior de empresas brasileiras competirem no mercado. Empregando profissionais aqui, gerando conhecimento, pesquisas e riquezas ainda mais importantes se o Linux fosse padrão do segmento doméstico.


Veja como ficaria o mercado, hipoteticamente (hipoteticamente!), para ter uma noção da possibilidade. O agora e o depois:



Linux como sistema padrão e a extinção do Windows no mercado doméstico nunca irá acontecer, claro, obviamente estou falando só para ter uma ideia, só uma hipótese, só um sonho de como seria bom.


Mas com essa ideia de Linux como padrão vêm algumas perguntas, por que Linux como padrão somente no mercado doméstico? E por que não é melhor a concorrência entre distribuições Linux e o Windows?


Seria somente necessário Linux como padrão no âmbito doméstico pois no setor corporativo, em servidores, por exemplo, o mercado está dinâmico, com forte concorrência entre diversos sistemas operacionais. Isso acontece pois leva-se em conta qualidade do sistema, qualidade e disponibilidade no suporte, qual o objetivo buscado, preço de licença e custo geral, resumindo, o custo-benefício é a única (desconsiderando alguns casos de lobby, preconceito e desinformação) forma levada em consideração pela equipe de TI na escolha de um sistema operacional.


Até ter outros sistemas no segmento corporativo seria necessário, pois contribuiria para evolução tecnológica, respingando essa evolução no seguimento doméstico.


Já no mercado doméstico isso não acontece. Usuários comuns não tem equipes de TI em casa. Usuários leigos são refém do medo da mudança, do preconceito, da desinformação, dos mitos e são influenciados por fantasias que muitos contam. Ainda existe uma certa inércia de ter que estudar a disponibilidade de programas e procurar programas similares se for preciso e a falta de motivação para aprender algo novo, já que há décadas o Windows como sinônimo de computador, e por mais fácil que seja uma distribuição Linux voltada pra usuário comum seja, isso tudo pesa contra o Linux e contra a plena concorrência.


Para ter uma ideia de como a desinformação é um ponto chave, a ZDNet Austrália, fez uma pesquisa informal mostrando um computador com Linux, mas dizendo que era um novo Windows, o resultado? As pessoas adoraram. Veja alguns comentários:
"Com certeza migraria, parece muito mais fácil de usar"
"Sim, eu passei por maus bocados com o Vista"
"Gostei do novo estilo, o Windows era, como vamos dizer, um tanto apagado"
"Achei muito bom!"
"Ficou muito mais fácil de usar, usaria sim, por que não?"
"... melhorou principalmente na velocidade ao rodar muitos aplicativos, eu tenho o hábito de rodar vários aplicativos ao mesmo tempo..."
"É mais fácil de usar, definitivamente. O Vista foi um grande atraso para mim, foi muito difícil me familiarizar com ele."
"é mais fácil de se achar dentro dele, isso é importante, por que de outra forma você fica tão, tão... impaciente."








O programa Olhar Digital da RedeTV também fez o mesmo teste. Eles colocaram duas crianças que somente usam Linux (Ubuntu para ser exato). E o resultado? Veja:
http://sinapseslivres.com.br/2009/10/a-dificuldade-de-usar-o-windows/


E tem mais, além dos mitos, preconceitos e falta de informação, a pirataria ajuda ainda mais a manter a inércia das pessoas. Leia o estudo de Havard: "Pirataria favorece Windows".


Linux, como já exaustivamente falado, tem convergência no desenvolvimento, o que seria bom pois seria mais barato para desenvolvedores de programas pois criariam para apenas um sistema (para o padrão PC), mas também gera concorrência, muita concorrência. Linux como sistema padrão evitaria o medo de mudanças, os mitos criados por pessoas sem informação e facilitaria qualquer mudança de sistema (no caso, distribuição) pois a estrutura é a mesma, os programas disponíveis são os mesmo para qualquer distribuição, ou seja, o conceito será o mesmo, é fácil de se adaptar a qualquer mudança se desejado, o que é melhor para a dinâmica de mercado e consequentemente melhor para todos.


REFERÊNCIA:

[1] - Webinsider. Acessado em 10 de julho de 2009.
"Internet Explorer 6 já passou da hora de aposentar":
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/01/14/internet-explorer-6-ja-passou-da-hora-de-aposentar/

[2] - Economia. WONNACOTT, Paul; WONNACOTT, Ronald; CRUSIUS, Yeda R.; CRUSIUS, Carlos A. Editora McGraw Hill. Capítulo 21. Página 502.

[3] - WEB Archiver. Acessado em 2 de fevereito de 2009:
http://web.archive.org/web/19990429020450/www.dshop.com/microsoft2/index2.htm

[4] - Pirataria e o crime organizado:
- G1: Pirataria e crime organizado:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1376995-5598-310,00.html
- Folha de SP: PPC, narcotráfico e pirataria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u430991.shtml
- Receita Federal: Pirataria, narcotráfico e tráfico internacional de armas e munições:
http://www.esaf.fazenda.gov.br/esafsite/educacao-fiscal/37_REUNIAO_GEF/Apres_Seminario/Caderno_III-Pirataria.ppt

[5] - Artigo "A vantagem do Linux matematicamente comprovada", por Cezar Taurion, IBM Brasil, na Linux PC Master. Ano 10. Edição 109. Junho de 2006.

[6] - Software Livre Brasil, portal antigo. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Sérgio Amadeu: Software livre é questã o de segurança":
http://portalantigo.softwarelivre.org/news/3187
Sérgio Amadeu também escreve para "Trezentos":
http://www.trezentos.blog.br

[7] - Portal Imprensa. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Microsoft é acusada de pagar propina na África para frear adoção de sistema Linux":
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/11/14/imprensa24165.shtml

[8] - Webinsider. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Corel, com capital da Microsoft, desiste de Linux":
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2001/08/28/corel-com-capital-da-microsoft-desiste-de-linux/

[9] - ZDNet. Acessado em 16 de julho de 2009.
"April deadlines loom for Windows XP, Office 2003 product support":
http://blogs.zdnet.com/microsoft/?p=2365

[10] - G1. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Windows Vista pode inundar países asiáticos de lixo eletronico":
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL3886-6174,00-WINDOWS+VISTA+PODE+INUNDAR+PAISES+ASIATICOS+DE+LIXO+ELETRONICO.html

[11] - Consultor Jurídico. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Urna eletrônica troca Windows por software livre":
http://www.conjur.com.br/2008-abr-05/urna_eletronica_troca_windows_software_livre
Info Online. Acessado em 16 de julho de 2009.
"TSE migra urnas eletrônicas para Linux":
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/042008/08042008-11.shl

[12] - IDGNow!. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Bando do Brasil quer economizar 90 milhões com Linux até 2010":
http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2007/02/06/idgnoticia.2007-02-06.4604818910/

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Chrome OS vem aí! Dá para confiar?

Google Chrome OS, o sistema baseado em Linux da megaempresa de Mountain View, pode ser lançado já em novembro. Mas eu, tão cedo, não usarei. Claro, claro, eu estou falando isso pois o Chrome OS é ancorado na internet, ou seja, tudo é baseado na internet, e a velocidade de internet no Brasil é uma piada (uma piada cara, ainda por cima), então é por isso que não usarei, não é? Não, não. A questão é que Google, nuvem e documentos pessoais não combinam.


Olhe para seu computador agora, pense em quantas informações importantes ele armazena; suas fotos, suas músicas, seus documentos, seus rascunhos da sua autobiografia que revelam um affair com aquela atriz meio francesa, meio inglesa... e agora pense tudo isso longe de você! Em Mountain View, Califórnia, dentro de servidores de uma empresa privada estrangeira com longa ficha de quebra de privacidade! Não, não pense só em você. Imagina esse conceito de sistema para bilhões de pessoas. Bilhões de pessoas com suas vidas dentro de máquinas pertencente a uma "ficção" chamada pessoa jurídica. Agora pense não somente em "segredos bobos", mas sim em informações importantes, que muitos tem. Imagina em dados importantes para o equilíbrio político do mundo concentrado em servidores, que como podemos ver no caso Wikileaks, estão sujeitos à pressões do Estado, e até Estados estrangeiros (vimos muito bem como empresa como Mastercard, Visa, PayPal, Amazon, EveryDNS e tantas outras simplesmente seguiram os mandamentos de uma força que nem a público veio a aparecer). E então, depois de tudo isso, por que não mudamos logo nosso nome para Fausto?







Estou exagerando? Não estou sendo conservador como qualquer conversador que luta contra modificações sociais? Não importa. O importante é questionar sobre tudo o que está acontecendo e o que pode acontecer. A questão é muito séria para colocar uma venda no rosto.


Para pegar um exemplo banal, que fica longe das grandes conspirações internacionais, veja o Google Street. Descobriram que a (empresa) Google estava roubando dados de rede sem fio, roubando senhas e e-mails (aqui é crime previsto no Código Penal, artigo 151).


Também não podemos esquecer o caso do engenheiro do Google que entrou em contas do Gmail e do Google Voice (de menores, ainda por cima).


Depois de tudo isso, parlamentares estadunidenses querem tornar mais severas as medidas de privacidade, e o que a Google, e outras empresas, falou? Que prefere a autorregulação, deixando a lei fora disso.


Então eu pergunto, dá para confiar sua vida no Chrome OS, na nuvem e nas empresas privadas?

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[Dica] Convertendo vídeos – DivX Converter e Avidemux

Converter vídeos para DivX, Xvid, H.264 e outros formatos de compressão é fácil. Vou mostrar dois programas, como exemplo, de como converter/comprimir vídeos no Linux.



Programas


DivX Converter:


Prós: Amigável, prático, sem "enrolação". Em poucos clique é possível escolher as melhores opções de configuração. É possível embutir legendas.


Contras: Não tem pré-visualização do vídeo final com as legendas embutidas. Não dá para fazer edições, cortes ou ajustes mais avançados na imagem*. Não tem outras opções de contêiner além do .avi.
(*) A proposta do programa é ser somente um conversor e não um editor.


Avidemux:


Pŕos: Fácil de usar, com muitas opções de edição de imagem e várias opções de formato de vídeo, áudio e contêiner.


Contras: Não tem opções de edição de editores não-lineares como Kdenlive, LiVES e Cinelerra.



Usando



DivX Converter

O programa na verdade é um front-end (interface gráfica) do Mencoder, e pode ser baixado aqui (.deb é instalável em 2 cliques):
http://linux.softpedia.com/get/Multimedia/Video/DivX-Converter-48666.shtml




[caption id="attachment_87" align="aligncenter" width="378" caption="Interface intuitiva dispensa maiores explicações"][/caption]

[caption id="attachment_88" align="aligncenter" width="378" caption="Caso não saiba sobre as funções, apenas preocupa-se em escolher o "Vcodec" e deixe o resto como está"][/caption]



Avidemux

[caption id="attachment_86" align="aligncenter" width="300" caption="Avidemux"][/caption]

Para instalar procure no seu gerenciador de pacotes como a Central de Programas do Ubuntu, o Synaptic, o Adept, o YaST, o Adicionar e Remover Programas, etc.




[caption id="attachment_91" align="aligncenter" width="448" caption="Procure por "Avidemux" e clique em "Instalar""][/caption]

Abra o Avidemux. No Debian e derivados (como Ubuntu) que usam Gnome está em Aplicativos > Multimídia > Avidemux.


Clique em "Abrir" para abrir o vídeo em questão.
Talvez apareceça uma mensagem para construir um índice para edição do vídeo. Clique em "Sim".



Agora certifique que na opção "Imput" esteja marcado "Saída" (ou "Out" se tiver em inglês). Assim as modificações feitas podem ser vistas na hora.



Agora escolha qual o codec irá usar para o áudio e vídeo


Em "Configure" pode-se escolher o bitrate. O padrão é 128, mas 192 dá uma boa qualidade no som.
Quanto maior o bitrate, maior é o arquivo e melhor a qualidade do som.



Em "configure", no vídeo, é preciso escolher algumas opções.
Escolha "Two pass - video size" como na imagem, agora escolha o tamanho que você quer que o vídeo fique (não é contabilizado o som).
Em "quantization" escolha "MPEG".
Obs.: Se quiser que o vídeo fique do tamanho de um CD, por exemplo, clique no ícone da calcularoda na barra principal do Avidemux. Daí é só escolher o bitrate do áudio que o bitrate do vídeo é ajustado automaticamente).



Na opção "Filters", do vídeo, abaixo do "configure", pode-se cortar bordas, adicionar bordas pretas, inserir efeitos, mudar a intensidade das cores, colocar legendas dentre outras coisas.



É bom lembrar, se quiser colocar legenda, que pode acontecer do Avidemux não pôr nas opções as fontes e o tipo dela. Se isso acontecer é só procurar, caso use Linux, as fontes em /usr/share/fonts/truetype e o tipo escolher o tipo como Latin 1:



Agora é só salvar e esperar compilar o vídeo.



Obs.: Caso escolha "Copy" no lugar de escolher um codec de vídeo ou de áudio, eles não serão recodificados, ou seja, a operação irá mais rápido. Quer um exemplo? Digamos que eu tenha um filme em Xvid e eu queira esse formato, mas tenho o áudio em AC3 e quero transformar em mp3. Coloco "Copy" em vídeo e mudo só o áudio.


Explorando mais o programa por conta própria verá que há muito mais opções e utilidades para o Avidemux.


Há também versão para o Windows e Mac. Entre no site oficial: http://avidemux.sourceforge.net/

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Desenvolvedores largam o OpenOffice e a Oracle. Que bom!

Desenvolvedores do OpenOffice, que no Brasil é conhecido como BrOffice, abandonaram o projeto da Oracle (antes Sun). Muito bom! Mas por que seria bom isso?



O grupo de desenvolvedores largou o OpenOffice e abriu a fundação The Document Foundation, que irá gerir e desenvolver o LibreOffice, um novo pacote de escritório, que em grande parte é idêntico ao Openffice.


Muitos se perguntam. Isso não é trocar "6 por meia dúzia"? Não seria bom ter apoio "moral" e financeiro de uma empresa tão grande como a Oracle? Sim e não.


A Sun, principal apoiadora e patrocinadora do OpenOffice foi comprada pela Oracle, e desdes que isso aconteceu percebemos o "espírito predador" que a empresa tem. Olhe o que aconteceu com o MySQL e o Solaris.

Para ter uma ideia, depois que a Sun abriu o código do Solaris e começou a aceitar contribuição da comunidade o ciclo de desenvolvimento caiu de 6 meses para 37 dias!. Mesmo assim a Oracle preferiu fechar o código-fonte, do nada, sem aviso, dando uma punhalada em um grupo gigantesco de pessoas que confiaram seu trabalho à Sun.

Agora com uma fundação o cenário muda. A constituição de uma fundação tem sua função específica, podendo caracterizar crime em caso de desvio de finalidade. Em resumo, a fundação The Document trabalhará para o desenvolvimento aberto do LibreOffice e isso não poderá mudar.

Essa garantia não é possível com uma empresa privada no domínio. Não é nem o fato da comunidade trabalhar muitas vezes sem remuneração, ou mesmo com salário pago por empresas como Novell, IBM, Red Hat, e com a contribuição sendo disponibilizada para a Sun, de maneira irrestrita - sim, a Sun ficava com a propriedade das contribuições -, mas o pior mesmo era esse medo constante no ar, que fazia nunca se saber o que passaria na cabeça de um CEO; mesmo com as licenças dizendo uma coisa, os interesses corporativos poderiam ser maiores, o jurídico ser acionado, e o projeto aberto simplesmente ser aleijado.

Agora com o LibreOffice - que se a Oracle aceitar poderá voltar a se chamar OpenOffice - o desenvolvimento mudará, poderá contar com a participação de outros projetos, como do Go-OO da Novell (atualizado: Novell confirmou a participação. Agora o projeto Go-OO volta-se para o LibreOffice).

O Bom de tudo é que a The Document Foundation já conta com o apoio da FSF, Novell, Red Hat, Google, Canonical, entre outras fundações e empresas.

Ah! E o projeto brasileiro BrOffice continua o mesmo, só que agora está relacionado ao LibreOffice.

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[Dica] Abrindo a porta do seu MODEM; e os torrents

[nota: exemplo de como fazer no MODEM D-Link DSL-500B]


Faltando poucos dias para o lançamento do Ubuntu 10.10 me veio na cabeça o problema de sempre. No dia exato os servidores da Canonical, e muitos mirrors, estarão congestionados, com velocidade muito reduzida. É comum acontecer isso.


Não seria preciso todo esse tormento se as pessoas baixassem por torrent, pelo torrent oficial, que é seguro e faz com que todos contribuam na distribuição, tornando assim muito mais rápido qualquer download.


O grande problema que interfere no download via torrent, e todos os programas P2P, como aMule (eMule), Nicotine, etc, são as portas bloqueadas. Como resolver?


A resolução é simples. Libere a porta e/ou o programa em seu firewall e do seu MODEM.


MODEM D-Link DSL-500B




Porta fechada


Veja um exemplo de porta fechada:




[caption id="attachment_161" align="aligncenter" width="434" caption="Transmission. Cliente de torrent padrão do Ubuntu"][/caption]

Podemos ver que o Transmission diz que a porta 51413 está fechada. Portanto a velocidade de download será limitada (no aMle/eMule você terá baixa ID).




Liberando no firewall


Vá ao seu firewall e libere a porta especificada por seu programa (nas configurações diz que porta ele usa). Veja um exemplo usando o front-end Firestarter:




[caption id="attachment_162" align="aligncenter" width="302" caption="No meu caso liberei a porta 4662"]No meu caso liberei a porta 4662[/caption]


Liberando portas no MODEM


No MODEM já é menos fácil. Não é tão comum as pessoas liberarem pois teremos de entrar na interface do equipamento; e os procedimentos varia de MODEM para MODEM - o meu, como já falei, é o 500B da D-Link.


Vamos aos passos:


1 - Abra o navegador e digite no endereço 10.1.1.1
O login e senha padrão é admin/admin (por segurança é bom trocar depois)



2 - Vá em "Advanced Setup" > "NAT" > "Virtual Servers" e clique em "Add" para adicionar a porta certa.
Em "Server IP Andress" coloque um endereço diferente de sua rota padrão, como 10.1.1.2



3 - Em "Management" > "Save/Reboot", salve.




Resultado



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Entendendo o que é Linux, GNU/Linux e distribuição Linux

Já ouvi gente falando “comprei um computador com Linux, e achei muito ruim!”. Fiquei pensando então, depois disso, se as “pessoas comuns, se as pessoas que não entendem do mundo tecnológico, e nem querem ou precisam entender, sabem o que é Linux, pois Linux é excelente e dizer o contrário não faz sentido, não é razoável e muito menos racional.


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Noticía ruim. Seu computador poderá vir com pacote de escritório de graça

A Microsoft anunciou que fará parceria com montadoras para pré-instalar o Microsoft Office em computadores novos. A versão que virá será a Starter, contendo o Microsoft Word e o Microsoft Excel. E de acordo com a Microsoft não custará nada ao consumidor, pois será de graça, descaracterizando venda casada ou mesmo dumping, pois será uma versão com menos recurso que o normal e conterá propagandas.


Então, qual a notícia ruim? Até o OpenOffice/BrOffice vem em vários computadores de várias montadoras, por que só com o Microsoft Office seria ruim? Nem mesmo será cobrado nada do consumidor.


A diferença é clara e gera consequências ruins. Enquanto o OpenOffice é de código aberto, podendo qualquer empresa fazer um software derivado (a IBM faz seu IBM Lotus Symphonya, Novell investia no Go-OO até surgir o LibreOffice, que está reunindo um número impressionante de desenvolvedores) e usando um padrão livre de formatos, o ODF (OpenDocument Format), portanto, não gerando amarras futuras, o Microsoft poderá gerar condições para dependências.


Não consegui informações sobre o formato padrão de documentos do Microsoft Office 2010 Starter, mas se for como sempre foi, ele usará o .docx, criando terreno para um formato proprietário e exclusivo, dificultando qualquer migração para outro produto de usuários comuns, leigos; criando condição para a manutenção da dominação do mercado pelo Microsoft Office.


Como o ODF foi aprovado pela ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas, qualquer produto disponível no mercado deve, obrigatoriamente, ser compatível com o formato. Mas não obriga ser o formato padrão do produto.


Essa é a questão. Mesmo sendo compatível o usuário comum pouco sabe sobre as consequências, então se o .docx continuar sendo o padrão primário do Microsoft Office, obviamente as pessoas continuarão a usar sem pensar em nada, dificultando para todos que não escolhem o produto da Microsoft, ajudando a "cultura do Microsoft Office", a "cultura do .docx", continuar. Em resumo, o mercado do produto estaria muito mais que garantido, pois condicionaria um comportamento de dependência ao formato proprietário da empresa de Redmond. E isso é ruim para todos.


Só seria algo bom essa pré-instalação do Microsoft Office 2010 Starter se e somente se o padrão primário de documentos fosse ODF.


Será que a Microsoft finalmente pensará no consumidor no lugar da manutenção da liderança do mercado a qualquer custo (mesmo não precisando, já que a qualidade do MS Office é indiscutível) e de seus lucros anuais? O que você acha?

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[Dica] Fazendo cópias de DVDs ("ripar")

Melhor forma de preservar seu DVD original é, sem dúvidas, fazendo uma cópia e utilizando somente esta cópia no dia-a-dia. Mas como fazer cópias no Linux? Simples, e existe várias maneiras.


Vou fazer uma cópia do meu DVD do Panic At The Disco:


.


.


.


.


.






Veja que meu DVD está com uma pequena rachadura, que não impede de funcionar mas se quebrar dentro da unidade pode, além de estilhaçar o DVD, destruir a unidade leitora. Portanto irei fazer uma cópia (já que é meu DVD) para preservar o original:



Para fazer uma cópia você pode usar:




  • K9copy

  • DVD95

  • Acidrip

  • DVD Shrink (via WINE)


A alternativa mais completa é o K9copy. Se quiser converter para .avi usando um compressor Xvid ou outro equivalente (ideal para levar seu DVD no pendrive) o AcidRip também é perfeito, pois é muito simples de usar.


Veja como é fácil de encontrar no repositório da sua distribuição (no caso estão mostrando a Central de Programas do Ubuntu).



K9copy


INSTALAÇÃO:


Basta procurar no seu gerenciador de pacotes e clicar para instalar.



USANDO:


Não há nada mais simples. Basta abrir a mídia, escolher se quer passar para um arquivo .iso ou gravar direto (caso tenha duas unidades de DVD, uma sendo gravadora).




DVD95


INSTALAÇÃO:


Basta procurar no seu gerenciador de pacotes e clicar para instalar.


USANDO:


O programa já vai abrir a mídia na unidade, bastando clicar para converter.
Em propriedade dá para escolher especificações da cópia.




AcidRip


INSTALAÇÃO:


Basta procurar no seu gerenciador de pacotes e clicar para instalar.



USANDO:




[caption id="attachment_207" align="aligncenter" width="451" caption="Escolha seu codec de vídeo preferido. Lembre-se que o Xvid funciona em aparelhos tocadores de DVD que tem o logo "DivX""][/caption]



DVD Shrink


Esse programa estou colocando aqui por ser muito popular e eficiente, mas ele é do Windows. Então caso não queira usar os nativos (o ser humano é escravo dos costumes) pode usar o DVD Shrink do Windows. Vai funcionar perfeitamente.


INSTALAÇÃO:


Baixe ele aqui:
http://www.baixaki.com.br/download/dvd-shrink.htm


Depois instale o WINE caso não tenha instalado (só procurar na Central de Programas do Ubuntu, Synaptic, Adept, Adicionar e Remover Programas ou o equivalente na sua distribuição Linux).


O WINE não é um emulador, mas uma camada de compatibilidade com o Windows. Com ele dá para instalar programas do Windows no Linux e UNIX.


Depois de baixar e instalar o WINE, clique com botão direito do mouse no arquivo .exe do DVD Shrink e em "Propriedades". Vá na Aba "Permissão" e clique para "Permitir execução do arquivo como um programa".



Agora basta clicar com botão direito do mouse novamente no arquivo .exe do DVD Shrink e "Abrir com..." e escolher o WINE.


A instalação será como no Windows:



USANDO:



Clique em "Open Disc". Depois em Backup para fazer a cópia.


No próximo menu coloque para gravar como imagem ISO.




PASSO FINAL


Não esqueça que depois que copiar o DVD para um arquivo .iso obviamente terá que gravá-lo em um DVD-R. Então basta usar um programa para gravar, como o K3b, Brasero, Nero, ou outro qualquer, e gravar a imagem .iso (gravar como imagem, não como "dados").


No K3b, por exemplo, é só clicar em "Mais ações" e "Gravar imagem...":


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