Chrome OS vem aí! Dá para confiar?

Google Chrome OS, o sistema baseado em Linux da megaempresa de Mountain View, pode ser lançado já em novembro. Mas eu, tão cedo, não usarei. Claro, claro, eu estou falando isso pois o Chrome OS é ancorado na internet, ou seja, tudo é baseado na internet, e a velocidade de internet no Brasil é uma piada (uma piada cara, ainda por cima), então é por isso que não usarei, não é? Não, não. A questão é que Google, nuvem e documentos pessoais não combinam.


Olhe para seu computador agora, pense em quantas informações importantes ele armazena; suas fotos, suas músicas, seus documentos, seus rascunhos da sua autobiografia que revelam um affair com aquela atriz meio francesa, meio inglesa... e agora pense tudo isso longe de você! Em Mountain View, Califórnia, dentro de servidores de uma empresa privada estrangeira com longa ficha de quebra de privacidade! Não, não pense só em você. Imagina esse conceito de sistema para bilhões de pessoas. Bilhões de pessoas com suas vidas dentro de máquinas pertencente a uma "ficção" chamada pessoa jurídica. Agora pense não somente em "segredos bobos", mas sim em informações importantes, que muitos tem. Imagina em dados importantes para o equilíbrio político do mundo concentrado em servidores, que como podemos ver no caso Wikileaks, estão sujeitos à pressões do Estado, e até Estados estrangeiros (vimos muito bem como empresa como Mastercard, Visa, PayPal, Amazon, EveryDNS e tantas outras simplesmente seguiram os mandamentos de uma força que nem a público veio a aparecer). E então, depois de tudo isso, por que não mudamos logo nosso nome para Fausto?







Estou exagerando? Não estou sendo conservador como qualquer conversador que luta contra modificações sociais? Não importa. O importante é questionar sobre tudo o que está acontecendo e o que pode acontecer. A questão é muito séria para colocar uma venda no rosto.


Para pegar um exemplo banal, que fica longe das grandes conspirações internacionais, veja o Google Street. Descobriram que a (empresa) Google estava roubando dados de rede sem fio, roubando senhas e e-mails (aqui é crime previsto no Código Penal, artigo 151).


Também não podemos esquecer o caso do engenheiro do Google que entrou em contas do Gmail e do Google Voice (de menores, ainda por cima).


Depois de tudo isso, parlamentares estadunidenses querem tornar mais severas as medidas de privacidade, e o que a Google, e outras empresas, falou? Que prefere a autorregulação, deixando a lei fora disso.


Então eu pergunto, dá para confiar sua vida no Chrome OS, na nuvem e nas empresas privadas?

0 comentários:

[Dica] Convertendo vídeos – DivX Converter e Avidemux

Converter vídeos para DivX, Xvid, H.264 e outros formatos de compressão é fácil. Vou mostrar dois programas, como exemplo, de como converter/comprimir vídeos no Linux.



Programas


DivX Converter:


Prós: Amigável, prático, sem "enrolação". Em poucos clique é possível escolher as melhores opções de configuração. É possível embutir legendas.


Contras: Não tem pré-visualização do vídeo final com as legendas embutidas. Não dá para fazer edições, cortes ou ajustes mais avançados na imagem*. Não tem outras opções de contêiner além do .avi.
(*) A proposta do programa é ser somente um conversor e não um editor.


Avidemux:


Pŕos: Fácil de usar, com muitas opções de edição de imagem e várias opções de formato de vídeo, áudio e contêiner.


Contras: Não tem opções de edição de editores não-lineares como Kdenlive, LiVES e Cinelerra.



Usando



DivX Converter

O programa na verdade é um front-end (interface gráfica) do Mencoder, e pode ser baixado aqui (.deb é instalável em 2 cliques):
http://linux.softpedia.com/get/Multimedia/Video/DivX-Converter-48666.shtml




[caption id="attachment_87" align="aligncenter" width="378" caption="Interface intuitiva dispensa maiores explicações"][/caption]

[caption id="attachment_88" align="aligncenter" width="378" caption="Caso não saiba sobre as funções, apenas preocupa-se em escolher o "Vcodec" e deixe o resto como está"][/caption]



Avidemux

[caption id="attachment_86" align="aligncenter" width="300" caption="Avidemux"][/caption]

Para instalar procure no seu gerenciador de pacotes como a Central de Programas do Ubuntu, o Synaptic, o Adept, o YaST, o Adicionar e Remover Programas, etc.




[caption id="attachment_91" align="aligncenter" width="448" caption="Procure por "Avidemux" e clique em "Instalar""][/caption]

Abra o Avidemux. No Debian e derivados (como Ubuntu) que usam Gnome está em Aplicativos > Multimídia > Avidemux.


Clique em "Abrir" para abrir o vídeo em questão.
Talvez apareceça uma mensagem para construir um índice para edição do vídeo. Clique em "Sim".



Agora certifique que na opção "Imput" esteja marcado "Saída" (ou "Out" se tiver em inglês). Assim as modificações feitas podem ser vistas na hora.



Agora escolha qual o codec irá usar para o áudio e vídeo


Em "Configure" pode-se escolher o bitrate. O padrão é 128, mas 192 dá uma boa qualidade no som.
Quanto maior o bitrate, maior é o arquivo e melhor a qualidade do som.



Em "configure", no vídeo, é preciso escolher algumas opções.
Escolha "Two pass - video size" como na imagem, agora escolha o tamanho que você quer que o vídeo fique (não é contabilizado o som).
Em "quantization" escolha "MPEG".
Obs.: Se quiser que o vídeo fique do tamanho de um CD, por exemplo, clique no ícone da calcularoda na barra principal do Avidemux. Daí é só escolher o bitrate do áudio que o bitrate do vídeo é ajustado automaticamente).



Na opção "Filters", do vídeo, abaixo do "configure", pode-se cortar bordas, adicionar bordas pretas, inserir efeitos, mudar a intensidade das cores, colocar legendas dentre outras coisas.



É bom lembrar, se quiser colocar legenda, que pode acontecer do Avidemux não pôr nas opções as fontes e o tipo dela. Se isso acontecer é só procurar, caso use Linux, as fontes em /usr/share/fonts/truetype e o tipo escolher o tipo como Latin 1:



Agora é só salvar e esperar compilar o vídeo.



Obs.: Caso escolha "Copy" no lugar de escolher um codec de vídeo ou de áudio, eles não serão recodificados, ou seja, a operação irá mais rápido. Quer um exemplo? Digamos que eu tenha um filme em Xvid e eu queira esse formato, mas tenho o áudio em AC3 e quero transformar em mp3. Coloco "Copy" em vídeo e mudo só o áudio.


Explorando mais o programa por conta própria verá que há muito mais opções e utilidades para o Avidemux.


Há também versão para o Windows e Mac. Entre no site oficial: http://avidemux.sourceforge.net/

3 comentários:

Desenvolvedores largam o OpenOffice e a Oracle. Que bom!

Desenvolvedores do OpenOffice, que no Brasil é conhecido como BrOffice, abandonaram o projeto da Oracle (antes Sun). Muito bom! Mas por que seria bom isso?



O grupo de desenvolvedores largou o OpenOffice e abriu a fundação The Document Foundation, que irá gerir e desenvolver o LibreOffice, um novo pacote de escritório, que em grande parte é idêntico ao Openffice.


Muitos se perguntam. Isso não é trocar "6 por meia dúzia"? Não seria bom ter apoio "moral" e financeiro de uma empresa tão grande como a Oracle? Sim e não.


A Sun, principal apoiadora e patrocinadora do OpenOffice foi comprada pela Oracle, e desdes que isso aconteceu percebemos o "espírito predador" que a empresa tem. Olhe o que aconteceu com o MySQL e o Solaris.

Para ter uma ideia, depois que a Sun abriu o código do Solaris e começou a aceitar contribuição da comunidade o ciclo de desenvolvimento caiu de 6 meses para 37 dias!. Mesmo assim a Oracle preferiu fechar o código-fonte, do nada, sem aviso, dando uma punhalada em um grupo gigantesco de pessoas que confiaram seu trabalho à Sun.

Agora com uma fundação o cenário muda. A constituição de uma fundação tem sua função específica, podendo caracterizar crime em caso de desvio de finalidade. Em resumo, a fundação The Document trabalhará para o desenvolvimento aberto do LibreOffice e isso não poderá mudar.

Essa garantia não é possível com uma empresa privada no domínio. Não é nem o fato da comunidade trabalhar muitas vezes sem remuneração, ou mesmo com salário pago por empresas como Novell, IBM, Red Hat, e com a contribuição sendo disponibilizada para a Sun, de maneira irrestrita - sim, a Sun ficava com a propriedade das contribuições -, mas o pior mesmo era esse medo constante no ar, que fazia nunca se saber o que passaria na cabeça de um CEO; mesmo com as licenças dizendo uma coisa, os interesses corporativos poderiam ser maiores, o jurídico ser acionado, e o projeto aberto simplesmente ser aleijado.

Agora com o LibreOffice - que se a Oracle aceitar poderá voltar a se chamar OpenOffice - o desenvolvimento mudará, poderá contar com a participação de outros projetos, como do Go-OO da Novell (atualizado: Novell confirmou a participação. Agora o projeto Go-OO volta-se para o LibreOffice).

O Bom de tudo é que a The Document Foundation já conta com o apoio da FSF, Novell, Red Hat, Google, Canonical, entre outras fundações e empresas.

Ah! E o projeto brasileiro BrOffice continua o mesmo, só que agora está relacionado ao LibreOffice.

0 comentários:

[Dica] Abrindo a porta do seu MODEM; e os torrents

[nota: exemplo de como fazer no MODEM D-Link DSL-500B]


Faltando poucos dias para o lançamento do Ubuntu 10.10 me veio na cabeça o problema de sempre. No dia exato os servidores da Canonical, e muitos mirrors, estarão congestionados, com velocidade muito reduzida. É comum acontecer isso.


Não seria preciso todo esse tormento se as pessoas baixassem por torrent, pelo torrent oficial, que é seguro e faz com que todos contribuam na distribuição, tornando assim muito mais rápido qualquer download.


O grande problema que interfere no download via torrent, e todos os programas P2P, como aMule (eMule), Nicotine, etc, são as portas bloqueadas. Como resolver?


A resolução é simples. Libere a porta e/ou o programa em seu firewall e do seu MODEM.


MODEM D-Link DSL-500B




Porta fechada


Veja um exemplo de porta fechada:




[caption id="attachment_161" align="aligncenter" width="434" caption="Transmission. Cliente de torrent padrão do Ubuntu"][/caption]

Podemos ver que o Transmission diz que a porta 51413 está fechada. Portanto a velocidade de download será limitada (no aMle/eMule você terá baixa ID).




Liberando no firewall


Vá ao seu firewall e libere a porta especificada por seu programa (nas configurações diz que porta ele usa). Veja um exemplo usando o front-end Firestarter:




[caption id="attachment_162" align="aligncenter" width="302" caption="No meu caso liberei a porta 4662"]No meu caso liberei a porta 4662[/caption]


Liberando portas no MODEM


No MODEM já é menos fácil. Não é tão comum as pessoas liberarem pois teremos de entrar na interface do equipamento; e os procedimentos varia de MODEM para MODEM - o meu, como já falei, é o 500B da D-Link.


Vamos aos passos:


1 - Abra o navegador e digite no endereço 10.1.1.1
O login e senha padrão é admin/admin (por segurança é bom trocar depois)



2 - Vá em "Advanced Setup" > "NAT" > "Virtual Servers" e clique em "Add" para adicionar a porta certa.
Em "Server IP Andress" coloque um endereço diferente de sua rota padrão, como 10.1.1.2



3 - Em "Management" > "Save/Reboot", salve.




Resultado



1 comentários: