Desenvolvedores largam o OpenOffice e a Oracle. Que bom!

Desenvolvedores do OpenOffice, que no Brasil é conhecido como BrOffice, abandonaram o projeto da Oracle (antes Sun). Muito bom! Mas por que seria bom isso?



O grupo de desenvolvedores largou o OpenOffice e abriu a fundação The Document Foundation, que irá gerir e desenvolver o LibreOffice, um novo pacote de escritório, que em grande parte é idêntico ao Openffice.


Muitos se perguntam. Isso não é trocar "6 por meia dúzia"? Não seria bom ter apoio "moral" e financeiro de uma empresa tão grande como a Oracle? Sim e não.


A Sun, principal apoiadora e patrocinadora do OpenOffice foi comprada pela Oracle, e desdes que isso aconteceu percebemos o "espírito predador" que a empresa tem. Olhe o que aconteceu com o MySQL e o Solaris.

Para ter uma ideia, depois que a Sun abriu o código do Solaris e começou a aceitar contribuição da comunidade o ciclo de desenvolvimento caiu de 6 meses para 37 dias!. Mesmo assim a Oracle preferiu fechar o código-fonte, do nada, sem aviso, dando uma punhalada em um grupo gigantesco de pessoas que confiaram seu trabalho à Sun.

Agora com uma fundação o cenário muda. A constituição de uma fundação tem sua função específica, podendo caracterizar crime em caso de desvio de finalidade. Em resumo, a fundação The Document trabalhará para o desenvolvimento aberto do LibreOffice e isso não poderá mudar.

Essa garantia não é possível com uma empresa privada no domínio. Não é nem o fato da comunidade trabalhar muitas vezes sem remuneração, ou mesmo com salário pago por empresas como Novell, IBM, Red Hat, e com a contribuição sendo disponibilizada para a Sun, de maneira irrestrita - sim, a Sun ficava com a propriedade das contribuições -, mas o pior mesmo era esse medo constante no ar, que fazia nunca se saber o que passaria na cabeça de um CEO; mesmo com as licenças dizendo uma coisa, os interesses corporativos poderiam ser maiores, o jurídico ser acionado, e o projeto aberto simplesmente ser aleijado.

Agora com o LibreOffice - que se a Oracle aceitar poderá voltar a se chamar OpenOffice - o desenvolvimento mudará, poderá contar com a participação de outros projetos, como do Go-OO da Novell (atualizado: Novell confirmou a participação. Agora o projeto Go-OO volta-se para o LibreOffice).

O Bom de tudo é que a The Document Foundation já conta com o apoio da FSF, Novell, Red Hat, Google, Canonical, entre outras fundações e empresas.

Ah! E o projeto brasileiro BrOffice continua o mesmo, só que agora está relacionado ao LibreOffice.

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