Linux é melhor para todos!

Primeiro de tudo vou deixar claro que o "todos" do títulos significa num sentido de "bem comum". Depois tudo isso, para deixar mais claro ainda, NÃO SE TRATA DE IDEOLOGIA, pelo menos não a ideologia pejorativa pós-napoleônica, aquela do pensamento comum de que se trata de algo sem fundamento lógico, mas sim, talvez, ideologia como ciência, a ciência das ideias, quem sabe.


De qualquer maneira o modelo de negócio e desenvolvimento chamado Software Livre é sim uma ideia estruturada, um modelo de negócio que beneficia a iniciativa privada, o empreendedorismo, a concorrência, os consumidores e gera uma gama de benefícios para todos, em todas as esferas.


Depois, especificamente sobre o Linux, qual é a situação atual no mercado de PCs? Monopólio. Sim, monopólio, o mesmo monopólio que é estudado há décadas e já provado que é prejudicial para o sistema econômico e para os consumidores. Isso que é preciso entender.


A Situação Atual do Mercado
A SITUAÇÃO ATUAL DO MERCADO

Mas a primeira atitude é, então, conhecer o quão ruim é a situação atual. Depois é preciso pensar o motivo que leva muitos a defenderem a permanência da situação atual. É de se estranhar realmente como alguém defende a permanência de uma única mega-empresa no desenvolvimento e distribuição de algo vital para todos, o sistema operacional de um computador. No entanto isso existe e são milhares que defendem a atual situação calamitosa.


É preciso saber que esse monopólio somente traz prejuízo para todos e beneficia unicamente a corporação dominante (é provado, não há o que discutir).


Agora, por que é prejudicial a dominação de uma única empresa para todos nós se eu sou consumidor e não empresário concorrente? Simples:


1. Inovações freadas e ineficiência – é provado que com a dominação maciça de uma mega-empresa lentifica, quando não cessa, o caminho das inovações. Quer um exemplo da própria Microsoft? O Internet Explorer.
A Microsoft colocou o navegador pré-instalado, com isso dominou o mercado de navegadores. Com a dominação o Internet Explorer parou no tempo. A Microsoft acabou com a equipe de desenvolvimento deixando apenas 6 pessoas para fazer remendos na segurança (só porque houve pressão pois o objetivo inicial era deixar o IE jogado). O Internet Explorer só começou a evoluir quando o Mozilla Firefox começou a fazer sucesso. Quem ganhou com a concorrência? Todos. [1]


O livro Economia [2], de de Paul e Ronald Wonnacott e Yeda e Carlos Crusius, dá o veredito, e expressa que o monopólio produz muito pouco, há ineficiência técnica e há um grande desperdício de recursos.


2. Aumento de preços – é provado que quando há monopólio os preços são taxados nas alturas.
Outro exemplo citando a Microsoft. Quando não existia o OpenOffice (BrOffice no Brasil), o pacote de escritório grátis e de código aberto da Sun/Oracle, a versão mais barata, na época, do Microsoft Office, voltada pra estudantes, passava de R$800! [3], outras passavam de R$1000, ou você pagava o que eles queriam ou comprava na rua o produto pirata e incentivava o crime organizado. [4]


E para complementar, o economista Alfred Eichner, em seu livro The Megacorp Oligopoly, descreveu um modelo de definição de preços em um mercado em situações de oligopólio e monopólio, exatamente o cenário que vemos no ambiente doméstico de PC, onde uma única empresa domina 90% do mercado.


Para Eichner, um uma indústria oligopolizada/monopolizada, o preço pode ser representado por: P = custo variável médio + (custo fixo + margem)/quantidade.
Os custos variáveis médios na industria do software estão concentrado na mão-de-obra. Os custos fixos estão incluído remunerações da gerência e dividendos pagos aos acionistas. Uma característica notória das empresas monopolistas é a separação entre propriedade e direção, o que faz a direção remunerar muito bem os donos do capital para a manutenção desta posição.
A quantidade é a capacidade produtiva pelo percentual da capacidade instalada. Na indústria do software essa variável pode ser ignorada pois o setor não precisa de linhas de produção física como uma indústria mecânica nem estoque.


Por fim, o importante nesse modelo é que a margem é predefinida pela empresa líder, de acordo com suas necessidades de investimento em capital fixo, pesquisa, desenvolvimento e propaganda, ou seja, nesse modelo monopolista a própria empresa define os preços a partir de seus custo e da margem pretendida, que tende a crescer a cada ano fiscal. [5]


E por último, como diz no livro Economia [2], no monopólio, "a empresa monopolista pode aumentar o preço sem receio de concorrência [...]. Os consumidores deste produto estão à mercê desta empresa".


3. Política de lobby e poder de mercado – é provado que a empresa que possui grande parte do mercado influencia decisões regionais, governamentais e até mundiais, decisões cujo objetivo é garantir mais benefícios para si.


No congresso há forte pressão para o governo não adotar o OpenOffice e Linux. Como disse Sérgio Amadeu da Silveira, doutor em ciência política e ex-diretor do Instituto Brasileiro de Tecnologia da Informação (ITI), "o maior problema é a força do lobby que trabalha para as grandes empresas e consegue ter influência dentro do governo [...] Entre as estratégias que os lobistas usam, está a de espalhar dúvidas e gerar temores sobre a aplicação do software livre. Eles pressionam o gestor público e passam a impressão que estão sempre colaborando [...]"[6]


Na África a empresa de Redmond chegou a tentar métodos anti-éticos, com suspeita de corrupção, para prevalecer seus interesses. O Portal Imprensa noticiou: “Microsoft é acusada de pagar propina na África para frear adoção de sistema Linux”[7]


Outro exemplo forte de influência aconteceu com o caso Corel. A Corel, desenvolvedora do famoso CorelDRAW, tinha entrado no mercado Linux. Eles desenvolveram uma distribuição que era tida como uma das mais promissoras. A divisão Linux da Corel tinha um lucro líquido milionário, era responsável por 14% dos lucros totais da empresa. No entanto outras divisões estavam com problemas financeiros. A Microsoft decidiu então ajudar financeiramente a Corel. Depois da ajuda a Corel vendeu sua lucrativa divisão Linux. [8]


4. Excludente – é provado que o detentor do mercado é excludente para várias parcelas da população, os despossuídos, como sempre, são a parte fraca no jogo de interesses, assim como micro e pequenas empresas. A empresa dominante pode fazer tudo já que o consumidor está dependente dela. No caso de sistemas operacionais podemos citar o caso do lançamento do Vista. Assim que é lançado um sistema novo da Microsoft o anterior logo perde suporte [9], ou seja, o foco fica no novo, o usuário/cliente fica abandonado e quase que obrigado a comprar novamente outro sistema, assim como provavelmente um equipamento novo.


No lançamento do Vista para ter uma ideia, 50% dos computadores pessoais nos países em desenvolvimento não eram capazes de usar o Vista, do modo mais básico, com interface clássica inclusive (aquela cinza aos moldes do Windows 95). O número aumenta para 94% no caso da versão Premium do sistema. Em resumo, o mundo teve que comprar novos equipamentos. [10]


Linux, por exemplo, tem opções tanto para equipamentos modernos, equipamentos modestos com muitos anos de uso, quanto para equipamentos com décadas de uso como um 486.


Linux é a solução
LINUX É A SOLUÇÃO

Como pode ser comprovado, a situação atual do mercado, com uma única gigantesca empresa dominando o mercado doméstico, não é bom para ninguém.


Linux entra na história sendo a solução para o problema. E os motivos são fáceis de entender. Com Linux o mercado muda completamente. Com Linux há:


1. Convergência no desenvolvimento - Além da Fundação Linux, além de engenheiros de software independentes, de universidades, governos, fundações e grupos, Linux é desenvolvido por mais de 200 empresas, como Red Hat, Novell, IBM, Intel, SGI, Oracle, Google, HP, MIPS, Cisco, Fujitsu, etc, etc, etc. Veja os dados de desenvolvimento (clique_aqui) e os membros da Fundação Linux (clique_aqui).


2. Concorrência - Mesmo inúmeras empresas convergindo para o desenvolvimento do Linux, há muita concorrência. Hoje Red Hat, Novell, Oracle, Madriva, Canonical e outras brigam pelo mercado; assim como IBM, HP, Dell (Dell é membro da Fundação Linux), Cisco, SGI e Fujitsu brigam por outros segmentos. Até o Google entrou para abalar o mercado de celulares com seu Linux, o Android. Isso fez a Nokia se mexer com seu Linux MeeGo, HP comprar a Palm e usar seu Linux WebOS e até a Samsung lançar seu Linux Bada.


Há muita concorrência que gera menores preços para o consumidor, melhores serviços e muitas opções de escolha.


3. Mais investimentos, mais empregos e avanço tecnológico - Com concorrência há mais mais investimento com finalidade de vencer as concorrentes. Com mais investimento há mais pesquisas, mais profissionais sendo, consequentemente, contratados; com mais pesquisas há um maior desenvolvimento tecnológico, e com isso mais ganho de produtividade e mais riquezas sendo geradas.


4. Baixa de preço e aumento de qualidade do Windows - Hoje, devido a dominação do mercado doméstico por um único produto de uma única empresa, os preços desse produto dominante, o Windows, está hipertrofiado ao extremo, chegando a absurdos de R$800 ou mais pela solução com mais recursos.


Com Linux forte no mercado doméstico, é possível até, devido a concorrência, ter uma grande baixa nos preços de todas as soluções Windows, e o aumento da qualidade, tornando-o cada vez mais poderoso, estável e relativamente leve.


5. Independência tecnológica - Com a concorrência há opções de escolha, opções de soluções e de tecnologia.
Com Linux é possível não ficar dependente de soluções de uma única empresa. É possível não ficar dependente das estratégias comerciais de uma única empresa privada.


Com isso é possível entender o motivo para que todos queiram o sucesso do Linux. Não faz sentido o contrário. Até mesmo quem, por algum motivo misterioso, não goste do Linux e suas soluções, tem por obrigação própria querer seu sucesso, pois nenhum ser humano racional iria querer os malefícios da atual situação do mercado e não querer os benefícios que o sucesso do Linux pode proporcionar.


Linux é melhor para o Brasil
LINUX É MELHOR PARA O BRASIL

O sistema operacional que detém o monopólio no mercado doméstico além de pertencer a uma única empresa, está sob domínio de uma única empresa privada estrangeira.


Investimento estrangeiro não é ruim, muito pelo contrário, é bom e necessário para o país, precisamos de investimentos, no entanto a situação é muito (muito, muito!) mais vantajosa se Linux fosse mais forte no mercado doméstico.


Primeiro os investimentos, na situação de mercado dominado por uma única empresa, são limitados, pois não é preciso investir muito já que não há necessidade de conquistar mais espaço no mercado, já que esse já está dominado.


Depois, a empresa dominante é estrangeira, ou seja, como toda empresa estrangeira, seus lucros obtido em nosso país é enviado para a matriz, em outro país, assim como um grande quantidade de empregos diretos e indiretos, gerados no desenvolvimento, e pagamento de impostos ficam concentrado em outro território.
Se o Linux tivesse concorrendo com uma grande participação no mercado doméstico, seria possível empresas brasileiras participarem da grande batalha por clientes, criando soluções, gerando lucros que ficariam em nosso país, assim como empregando mão-de-obra especializada nacional que seria usado no desenvolvimento.



A empresa que monopoliza o mercado investe pouco se comparado com a situação próxima da concorrência plena. E o dinheiro gerado no Brasil, quando adquirido o produto, é remetido periodicamente para a matriz.
Para entender mais sobre sobre o jogo de "investe um número X para lucrar 4X", leia essa reportagem da revista Brasil Atual: Clique Aqui
Na Folha de SP também há algumas informações: Clique Aqui


Com mais concorrência proporcionada pelo Linux há possibilidade de maiores investimentos; com maiores investimentos há mais geração de empregos, e o melhor, com Linux forte no mercado doméstico há possibilidade de soluções brasileiras, gerando dinheiro e tendo retorno para o próprio país, com possibilidade de atuação em outros países.



Linux, como eu disse anteriormente, consegue reunir convergência de desenvolvimento, concorrência, opção de escolhas e não dependência das estratégias comerciais de uma única empresa privada. Mas o melhor, Linux para o Brasil poderia gerar divisas para o país e gerar conhecimento, know-how.


Como toda empresa privada o grande lucro conseguido em nosso solo é remetido periodicamente para a matriz no país de origem. Com Linux como padrão no mercado doméstico seria possível, de maneira maciça, empresas nacionais desenvolverem soluções Linux, bem como associados a serviços competitivos. Isso seria um grande impulso para o mercado de tecnologia nacional e geraria divisas importantes para o Brasil, geraria demanda de profissionais capacitados, tendo consequências econômicas e sociais.
Ainda há de se pensar o Linux como melhor saída para soluções governamentais.


Com Linux o governo teve uma economia de milhões aos cofres públicos. Para ter uma ideia, o Brasil economizou 4 milhões de Reais em licenças substituindo os sistemas VirtuOS e Windows das urnas eletrônicas nas últimas eleições. Em 10 anos serão 15 milhões economizadosdo dinheiro público [11]. O Banco do Brasil, que é de capital misto mas o Estado é acionista majoritário, pretende economizar até 2010 90 milhões de Reais do dinheiro do contribuinte [12], assim como outros órgãos do governo. Ainda teve-se um aumento da eficiência.


Mas não é só isso. Linux teve um importante papel político-estratégico para o Brasil.
O Brasil, nesses setores que foi feita a migração, ficou livre da dependência tecnológica e/ou dependência de uma única mega empresa privada. Além disso o departamento tecnológico passou de simples contratador de serviços para desenvolvedor de tecnologia, soluções nacionais, gerando demanda por profissionais brasileiros, gerando conhecimento, know-how.


Veja a palestra falando não só que Linux, mas também de como os softwares livres são de cunho estratégico.








Linux como sistema universal
LINUX COMO SISTEMA UNIVERSAL

Aqui entenda como "universal" um sistema dominante, padrão da indústria, como acontece com o Windows. Perceba que um sistema livre que gera tantos benefícios seria inegavelmente melhor, como padrão da indústria, do que um único, pertencente a uma única empresa privada.


E entenda mais. Qual os principal problema, além de ter que aprender um conceito novo, para pessoas comuns trocarem seu sistema por um outro completamente diferente? A disponibilidade de programas.


Linux tem tudo que uma pessoa comum precisa. Tem os melhores tocadores de áudio e vídeo, melhores navegadores de internet, mensageiros, pacotes de escritório, editores de imagens, gravadores de CD, DVD e Blu-Ray. Mas esse não é problema, o problema está com alguns programas específicos, geralmente de público restrito, e famosos. No Windows acontece eventualmente de faltar alguns programas específicos, mas claro, com menos frequência pois é o sistema dominante.


É muito ruim ter uma situação como a que acontece. Caso queira passar para o Linux, não tem, nativamente, o Adobe Photoshop, DreamWeaver ou Illustrator; no Window você não tem o Autodesk Inferno, Smoke, Flame ou mesmo o Amarok ou K3b. Não seria bom uma situação onde seria possível ter todos os benefícios da concorrência sem ter as preocupações de uma mudança de sistema?


É possível ter o melhor de 2 mundos. Ter uma forte concorrência, e todos os benefícios dela, como também o benefício de ter tudo disponível, qualquer programa, sem preocupação de indisponibilidade e medo de mudanças, e até uma boa economia para desenvolvedores.


Como isso seria possível? Simples. Para o seguimento doméstico ter somente um sistema. Para o setor doméstico ter somente o Linux como o sistema operacional padrão dos PCs.


Seria bom para os consumidores, pois todo e qualquer programa, hardware, qualquer coisa, funcionaria em qualquer sistema, já que o padrão é Linux, ou seja, o consumidor, as pessoas, não ficariam dependentes de um único sistema feito por um única empresa (que cobra caro, por sinal); ainda os desenvolvedores economizariam, pois poderiam se focar em um único padrão, um único sistema. Com isso inclusive, com o dinheiro economizado, seria possível investir em mais pesquisas, aumentando ainda mais a concorrência e o desenvolvimento tecnológico.


Outro benefício é a possibilidade ainda maior de empresas brasileiras competirem no mercado. Empregando profissionais aqui, gerando conhecimento, pesquisas e riquezas ainda mais importantes se o Linux fosse padrão do segmento doméstico.


Veja como ficaria o mercado, hipoteticamente (hipoteticamente!), para ter uma noção da possibilidade. O agora e o depois:



Linux como sistema padrão e a extinção do Windows no mercado doméstico nunca irá acontecer, claro, obviamente estou falando só para ter uma ideia, só uma hipótese, só um sonho de como seria bom.


Mas com essa ideia de Linux como padrão vêm algumas perguntas, por que Linux como padrão somente no mercado doméstico? E por que não é melhor a concorrência entre distribuições Linux e o Windows?


Seria somente necessário Linux como padrão no âmbito doméstico pois no setor corporativo, em servidores, por exemplo, o mercado está dinâmico, com forte concorrência entre diversos sistemas operacionais. Isso acontece pois leva-se em conta qualidade do sistema, qualidade e disponibilidade no suporte, qual o objetivo buscado, preço de licença e custo geral, resumindo, o custo-benefício é a única (desconsiderando alguns casos de lobby, preconceito e desinformação) forma levada em consideração pela equipe de TI na escolha de um sistema operacional.


Até ter outros sistemas no segmento corporativo seria necessário, pois contribuiria para evolução tecnológica, respingando essa evolução no seguimento doméstico.


Já no mercado doméstico isso não acontece. Usuários comuns não tem equipes de TI em casa. Usuários leigos são refém do medo da mudança, do preconceito, da desinformação, dos mitos e são influenciados por fantasias que muitos contam. Ainda existe uma certa inércia de ter que estudar a disponibilidade de programas e procurar programas similares se for preciso e a falta de motivação para aprender algo novo, já que há décadas o Windows como sinônimo de computador, e por mais fácil que seja uma distribuição Linux voltada pra usuário comum seja, isso tudo pesa contra o Linux e contra a plena concorrência.


Para ter uma ideia de como a desinformação é um ponto chave, a ZDNet Austrália, fez uma pesquisa informal mostrando um computador com Linux, mas dizendo que era um novo Windows, o resultado? As pessoas adoraram. Veja alguns comentários:
"Com certeza migraria, parece muito mais fácil de usar"
"Sim, eu passei por maus bocados com o Vista"
"Gostei do novo estilo, o Windows era, como vamos dizer, um tanto apagado"
"Achei muito bom!"
"Ficou muito mais fácil de usar, usaria sim, por que não?"
"... melhorou principalmente na velocidade ao rodar muitos aplicativos, eu tenho o hábito de rodar vários aplicativos ao mesmo tempo..."
"É mais fácil de usar, definitivamente. O Vista foi um grande atraso para mim, foi muito difícil me familiarizar com ele."
"é mais fácil de se achar dentro dele, isso é importante, por que de outra forma você fica tão, tão... impaciente."








O programa Olhar Digital da RedeTV também fez o mesmo teste. Eles colocaram duas crianças que somente usam Linux (Ubuntu para ser exato). E o resultado? Veja:
http://sinapseslivres.com.br/2009/10/a-dificuldade-de-usar-o-windows/


E tem mais, além dos mitos, preconceitos e falta de informação, a pirataria ajuda ainda mais a manter a inércia das pessoas. Leia o estudo de Havard: "Pirataria favorece Windows".


Linux, como já exaustivamente falado, tem convergência no desenvolvimento, o que seria bom pois seria mais barato para desenvolvedores de programas pois criariam para apenas um sistema (para o padrão PC), mas também gera concorrência, muita concorrência. Linux como sistema padrão evitaria o medo de mudanças, os mitos criados por pessoas sem informação e facilitaria qualquer mudança de sistema (no caso, distribuição) pois a estrutura é a mesma, os programas disponíveis são os mesmo para qualquer distribuição, ou seja, o conceito será o mesmo, é fácil de se adaptar a qualquer mudança se desejado, o que é melhor para a dinâmica de mercado e consequentemente melhor para todos.


REFERÊNCIA:

[1] - Webinsider. Acessado em 10 de julho de 2009.
"Internet Explorer 6 já passou da hora de aposentar":
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/01/14/internet-explorer-6-ja-passou-da-hora-de-aposentar/

[2] - Economia. WONNACOTT, Paul; WONNACOTT, Ronald; CRUSIUS, Yeda R.; CRUSIUS, Carlos A. Editora McGraw Hill. Capítulo 21. Página 502.

[3] - WEB Archiver. Acessado em 2 de fevereito de 2009:
http://web.archive.org/web/19990429020450/www.dshop.com/microsoft2/index2.htm

[4] - Pirataria e o crime organizado:
- G1: Pirataria e crime organizado:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1376995-5598-310,00.html
- Folha de SP: PPC, narcotráfico e pirataria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u430991.shtml
- Receita Federal: Pirataria, narcotráfico e tráfico internacional de armas e munições:
http://www.esaf.fazenda.gov.br/esafsite/educacao-fiscal/37_REUNIAO_GEF/Apres_Seminario/Caderno_III-Pirataria.ppt

[5] - Artigo "A vantagem do Linux matematicamente comprovada", por Cezar Taurion, IBM Brasil, na Linux PC Master. Ano 10. Edição 109. Junho de 2006.

[6] - Software Livre Brasil, portal antigo. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Sérgio Amadeu: Software livre é questã o de segurança":
http://portalantigo.softwarelivre.org/news/3187
Sérgio Amadeu também escreve para "Trezentos":
http://www.trezentos.blog.br

[7] - Portal Imprensa. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Microsoft é acusada de pagar propina na África para frear adoção de sistema Linux":
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/11/14/imprensa24165.shtml

[8] - Webinsider. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Corel, com capital da Microsoft, desiste de Linux":
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2001/08/28/corel-com-capital-da-microsoft-desiste-de-linux/

[9] - ZDNet. Acessado em 16 de julho de 2009.
"April deadlines loom for Windows XP, Office 2003 product support":
http://blogs.zdnet.com/microsoft/?p=2365

[10] - G1. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Windows Vista pode inundar países asiáticos de lixo eletronico":
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL3886-6174,00-WINDOWS+VISTA+PODE+INUNDAR+PAISES+ASIATICOS+DE+LIXO+ELETRONICO.html

[11] - Consultor Jurídico. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Urna eletrônica troca Windows por software livre":
http://www.conjur.com.br/2008-abr-05/urna_eletronica_troca_windows_software_livre
Info Online. Acessado em 16 de julho de 2009.
"TSE migra urnas eletrônicas para Linux":
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/042008/08042008-11.shl

[12] - IDGNow!. Acessado em 16 de julho de 2009.
"Bando do Brasil quer economizar 90 milhões com Linux até 2010":
http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2007/02/06/idgnoticia.2007-02-06.4604818910/

7 comentários:

  1. muito bom!!
    Gostei da maneira como expressou os fatos.

    Uso Linux a 10 anos e nunca tive vontade de voltar ao windows...

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  2. Great information! I’ve been looking for something like this for a while now. Thanks!

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  3. o chara rsrs,bom artigo,também obrigado pela usada no começo da caminhada do linux(go in shell),até a proxima

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  4. Cara, parabéns pela excelente materia !



    Me fez mudar um pouco o meu pensamento quanto ao OS proprietário...



    Abraços.



    gokernel

    gokernel@hotmail.com

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  5. Linux é a soluçãao o

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  6. HeDC.MarceloDC.Desenvolvedor5 de maio de 2013 15:00

    De HeDC.MarceloDC.Desenvolvedor:

    '__Sim, só há desenvolvimento REAL com algo que é livre.
    '__Agora lastimável essa de "pirataria e crime organizado", um argumento falacioso para ser contra a pirataria como se fosse tudo igual. Pirataria de software é ruim por favorecer os softwares proprietários antes de tudo (tremendo marketing!), rádio e TV piratas causam interferências. Agora pirataria de músicas, filmes e afins É LEGÍTIMO porque compartilhar conteúdo constitui um Direito Humano, quadrilhas são na verdade as gravadoras, indústria cinematográfica e semelhantes. Crime é o DRM etc.
    '__E também distinguir pirataria de FALSIFICAÇÃO, essa é ruim pelo intuito de enganar, como aquela camiseta "original" de certa campanha tal, equipamento que usa nome de outra marca indevidamente etc.
    '__E por último o que depende de autorização legítima, como medicamentos, alimentos, eqptos segurança... que depende de certificações, controle, normas (muitas vezes com aval da lei). não PSEUDOautorizações pela maracutaia patentes, "direito" autoral e afins.
    '__VIDE FUNDAMENTOS em:
    CMI Brasil - Por que somos contra a propriedade intelectual?: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/06/29908.shtml
    Ausência de lei de direitos autorais era o motivo da expansão industrial na Alemanha - BOL Notícias: http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/08/19/ausencia-de-lei-de-direitos-autorais-era-o-motivo-da-expansao-industrial-na-alemanha.jhtm
    Pablo Ortellado » Compartilhar livro é direito: http://www.gpopai.org/ortellado/2012/06/compartilhar-livro-e-direito/
    Sistema de patentes está sufocando inovação tecnológica: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=abolir-sistema-patentes&id=010175130309

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  7. Marcelo, eu também concordo com o livre acesso à informação e cultura, até porque existem outras formas de lucrar com seu trabalho e isso acontece. Até leia: http://sinapseslivres.com.br/2011/03/bon-jovi-e-contra-a-musica/

    Mas o que me referi foi da pirataria de rua, que está sim ligada ao crime organizado como narcotráfico e tráfico internacional de armas. Isso não é suposição. A pirataria de rua, como mostra os links, é uma grande receita para o crime organizada, porque é socialmente aceita e pode-se usar as mesmas estruturas logísticas do tráfico de drogas e armas.

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