Os 10 mais importantes projetos de código aberto de 2011


O código aberto há muito tempo é sucesso e ano após ano mais desenvolvedores vem adotando esse revolucionário modelo de criação - uns por ideologia mais humana possível, outros em busca de melhor custo-benefício. Até mesmo a Microsoft, que já chegou a contratar terceirizados especializados em atacar o software livre e o código aberto, está começando a entrar na onda: http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2010/08/24/microsoft-nos-amamos-o-codigo-aberto/




Você pode lembrar agora mesmo de grandes projetos de código aberto, como o Linux, Apache, JBoss, Firefox, Chromium, Webkit. Mas nesse ano? Quais destacaram-se? Joe 'Zonker' Brockmeier, escrevendo no Linux.com, responde isso. De acordo com Joe, os 10 mais importantes projetos de código aberto de 2011 são:


Hadoop: é uma plataforma, da Fundação Apache, de software em Java de computação distribuída voltada para clusters e processamento de grandes massas de dados.


Git: é um sistema de controle de versão distribuído com ênfase em velocidade. O Git foi inicialmente projetado e desenvolvido por Linus Torvalds para o desenvolvimento do kernel Linux.


Cassandra: é um projeto de sistema de banco de dados distribuído altamente escalável de segunda geração, que reúne a arquitetura do Dynamo, da Amazon e modelo de dados baseado no Bigtable, da Google.
O Cassandra inicialmente foi criado pela Facebook Inc., que abriu seu código-fonte para a comunidade em 2008. Agora é mantido por desenvolvedores da fundação Apache e colaboradores de muitas empresas.


LibreOffice: pacote de escritório da The Document Foundation derivado do OpenOffice. A fundação surgiu depois da compra da Sun, mantenedora do OpenOffice, pela Oracle. Com as suspeitas da Oracle dar outra rasteira na comunidade contribuidora houve uma grande mobilização para criação de uma entidade independente e forte.
Grandes empresas apoiam o LibreOffice, como Red Hat, Novell, Canonical, Google e outras:
http://www.documentfoundation.org/supporters/


OpenStack: primeiro de tudo é bom entender o que é o laaS. LaaS é uma “estrutura como serviço”. Quem usa um serviço do tipo usa o que precisa em um servidor. Ele tem acesso à plataforma e ao software. Você pode ler aqui pra entender mais:
http://cio.uol.com.br/tecnologia/2009/10/20/cloud-computing-forrester-aposta-na-demanda-por-infraestrutura-como-servico/
OpenStack é um projeto laaS da Rackspace Cloud e NASA. Na NASA integra o código da plataforma Nebula de computação em nuvem.


Nginx: Nginx é um servidor e proxy reverso HTTP de alta performance, gratuito e livre, bem como um servidor proxy para IMAP/POP3.
Nginx conseguiu esse ano um pouco mais de 8% do mercado. Sites como Facebook, Dropbox e Wordpress usam Nginx.


jQuery: é a mais popular biblioteca javascript do mundo. Mais de 40% dos mais visitados sites do mundo a usam. A biblioteca usa licença mista GPL 2 e MIT.


Node.js: node é um interpretador JavaScript que possibilita criar aplicativos de rede altamente escaláveis que podem trabalhar com muitas conexões ao mesmo tempo. Um exemplo é o Google Docs, onde é possível várias pessoas escreverem o texto ao mesmo tempo. Node.js, inclusive, é construído em V8, motor JavaScript da Google.


Puppet: escrito em Ruby ele é um gerenciador de configuração e ferramenta de automação para servidores Linux e UNIX. A ideia é bem simples: "eu faço as coisas para você para você se preocupar com soluções criativas".
Puppet é usado pela Google, Dell, Wikipedia, Twitter, Bolsa de Nova Iorque, Disney e outras grandes empresas, universidades e órgãos estatais.


Linux: nem preciso falar sobre o kernel Linux, o mais famoso e bem sucedido projeto de código aberto. São milhares de colaboradores independentes, centenas de empresas, como IBM, Intel, Google, HP, Red Hat, Oracle, Nokia, Cisco, e bilhões em investimentos.
Recomendo ler, para quem não leu: "Quem desenvolve o Linux" e  "O que é Linux".


Joe ainda faz um questionamento sobre o Android. Se você percebeu, ele não apareceu na lista, mesmo sendo o destaque de público e na mídia. Por qual motivo? Simples. Zonker acha difícil o Android ser considerado projeto de código aberto. Google Android é sem dúvida algo  "muito estranho" e que a imagem abaixo fala por si:



Essa é a lista de Joe Brockmeier, mas e você? Qual sua lista? Qual projeto você colocaria como destaque também?


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Referências:


Linux.com: https://www.linux.com/news/featured-blogs/196-zonker/524082-the-10-most-important-open-source-projects-of-2011
Wikipedia: http://pt.wikipedia.org
IBM Developer Works: http://www.ibm.com/developerworks/br/library/os-nodejs/
InfoQ: http://www.infoq.com/br/news/2010/02/puppet-25
ReadWrite: http://www.readwriteweb.com/mobile/2011/08/android-is-the-least-open-of-a.php




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Jogadores não conseguem entender a declaração da Cruz Vermelha

Parece até como acontece nas discussões sobre sistemas operacionais, quando alguém fala qualquer coisa do outro sistema muitos vem atacar, como insetos famintos, inúmeras vezes sem usar o que tem dentro da caixa craniana. É isso que aconteceu depois do sério e importante debate sobre Direitos Humanos na Cruz Vermelha.

Cruz Vermelha e Crescente Vermelho

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Red Hat soluciona problema de energia do kernel 3

Matthew Garrett, funcionário da Red Hat e ex-integrante do time Debian, fez um patch que melhora o gerenciamento de energia no kernel Linux. Tudo isso ocorreu no começo do mês passado, mas por falta de tempo não postei no blog. De qualquer forma é interessante falar aqui.


Com o novo kernel, o 3, percebeu-se que o consumo de energia estava muito elevado. O problema estava no ASPM, o Gerenciador Ativo de Estado de Energia (tradução livre): "atualmente o sistema se recusa a tocar nos registradores ASPM se o BIOS afirma ao sistema que o recurso não está disponível. Isso pode causar problemas se o BIOS possui (por qualquer razão) o ASPM habilitado em alguns dispositivos", disse Michael Larabel, fundador do site Phoronix.
ASPM serve para regular a distribuição de energia para conexões PCI-e não utilizado. Com isso uma certa economia de energia é feita, fazendo durar a bateria dos equipamentos portáteis.
Larabel, no Phoronix, comentou: "muitos BIOS tem seu suporte ao ASPM mal-configurado e certos problemas de congelamentos de sistema já foram relatados com o uso desse recurso. Não é realmente uma surpresa que esse seja mais um problema relacionado com BIOS sob o sistema Linux, Larabel afirma que os problemas se referem historicamente à modificações e hacks feitos por fornecedores de BIOS para se adequar ao gerenciamento de energia de outros sistemas dominantes do mercado. O problema em questão parece ser que um grande número de BIOS de notebooks e netbooks suportam ASPM, porém não notificam esse suporte através da FADT."


De acordo com os gráficos do Phoronix (veja o gráfico completo aqui: http://bit.ly/sY5Csv):



A previsão para estar disponível para todos, na atualização do próprio sistema, é que saia a correção no kernel 3.3. A certa demora é pelo fato do bug não comprometer a segurança ou a estabilidade do sistema, ou seja, estão testando muito bem antes de colocar qualquer coisa no kernel.


ATUALIZAÇÃO:


O problema foi corrigido antes do esperado. Kernel 3.0.20 e 3.2.5 possui a correção:
http://www.h-online.com/open/news/item/New-Linux-kernel-fixes-power-saving-issues-1429482.html


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Referências:

Phoronix - http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=linux_aspm_solution&num=1
Phoronix - http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=MTAyMjk
Linux Magazine - http://ns1.lpi-brasil.org/noticia/consumo_de_energia_no_linux

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Apple não é bonitinha, nem romântica e não brilha ao Sol, mas gosta de sangue

Insistir no monopólio do Velho Modelo é ser contra a música mas deixar o novo trabalhar como quiser é também ser contra a criação. Isso resume bem o que está acontecendo no mundo da música.


No final de setembro Pete Townshend, guitarrista do The Who, banda britânica que já está na história do rock mundial, soltou os bichos na Apple e falou que a empresa da Califórnia é um verdadeiro “vampiro digital”.


Apple revolucionou a música quando possibilitou a viabilidade econômica e legal da nova forma de propagação da cultura, os meios digitais. Se era legalmente duvidoso ouvir músicas transferidas pela internet, agora era totalmente legal e muito mais cômoda e até mais barata, já que não se precisa compra um pacote de inteiro para se ouvir só uma música que você queria.


Como falei na postagem “Bon Jovi é contra música”, o meio digital é muito mais democrático, consegue atingir muito mais pessoas, consegue facilitar o acesso à cultura de muitos excluídos. A própria criação e o autor são beneficiados e isso é comprovado.


Mas antes que alguém fale que o músico está velho e não entende “a modernidade”, Townshend não está reclamando do novo modelo, mas sim do modo como a Apple está levando tudo isso. A empresa que é tida como visionária está levando tudo como nas mais terríveis fábricas do começo da Revolução Industrial onde o lucro está acima de tudo, acima até dos seres humanos.


Pete Townshend é contra a Apple quando ela suga até o fim o trabalho artístico de alguém e não dá nada em troca. Como ser a favor quando algo favorece mais o intermediário durante o processo e depois o criador é descartado? Quem é músico se sente abusado, sem dúvida. É por isso que o guitarrista do The Who diz: “Uma pessoa criativa preferiria que sua música fosse roubada, mas aproveitada, do que ignorada. Trata-se de um dilema de toda alma criativa – ele ou ela preferiria passar fome e ser ouvido a comer e ser ignorado.”


No modelo de negócio da Apple a música não é sustentável. A empresa lucra, lucra, usa como meio de propagar outros produtos e não dá suporte ao autor, não dá condições para fomentar novas criações, não cria um celeiro para novos artistas, não dá apoio para que a música seja algo do amanhã, não do somente agora. Nem mesmo o básico o iTunes consegue fazer, que é deixar o autor como o beneficiário de sua criação. Quem aqui acha justo alguém criar e uma empresa explorar a ponto de se beneficiar mais que o próprio criador? Isso, sem dúdivas, é ser um “vampiro digital”.


Espero que essas empresas consigam entender quem são os verdadeiros responsáveis por seus negócios, pois mais cedo ou mais tarde os autores podem virar a mesa, apoiando outro modelo de negócio para a música, ou quem sabe apoiando até retrocessos, já que podem significar algo mais sustentável.


Com informações de: Rolling Stone. http://www.rollingstone.com.br/noticia/pete-townshend-chama-apple-de-vampiro-digital/

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Em estado esquizofrênico HP mostra que fazer besteira é com ela mesmo

Sabe quando você é pego de surpresa por uma onda grande e ela o joga para todos os lados? Pois é. Essa sensação de não saber o que fazer, para onde ir e nem saber onde se encontra é o que está acontecendo com a maior fabricante de computadores domésticos do mundo, a HP.


HP afirmou em agosto que estaria abandonando o segmentos de PCs (será que não estão contentes com a primeira posição?) e tablets, deixando até o WebOS, o fantástico sistema baseado em Linux que custou R$1,2 bilhão para tirar das mãos da Palm, morrer sem mais nem menos. O motivo, pelo menos no segmento de tablets, seria o fracasso da empresa nesse mercado. Mas por que a HP, marca renomada, fracassou nos dispositívos móveis?


Não parece haver outra explicação. O fracasso não foi por um produto ruim. O HP TouchPad não tinha um hardware excepcional, mas o sistema era fantástico, que fazia então o produto ficar bom, tão bom que está no ranking da PC World dos EUA como um dos 100 melhores produtos de 2011. WebOS sem sombra de dúvidas é um dos melhores sistemas operacionais do mercado! Mas por que não vendeu bem?




[caption id="attachment_785" align="alignright" width="365" caption="HP TouchPad com WebOS"]HP TouchPad[/caption]

Pense só. A referência no mercado é o iPad da Apple, que domina em absoluto. Quem quer competir com o iPad ou tem que ganhar os corações do consumidor, fazendo eles terem desejo insano pelo produto, ou revolucionar a indústria com algo inesperado, ou conseguir fazer um agrado para carteira dele, sem deixá-lo decepcionado mais tarde para não haver um boca-a-boca negativo.
A primeira alternativa é uma Guerra dos 100 anos. Ganhar do campo de distorção da realidade marketing da Apple é mais difícil do que chegar ao final de Contra. A segunda alternativa é algo que não acontece todos os dias e nem de uma hora para a outra. Portanto deve-se ficar, pelo menos no começo, com a terceira alternativa. Quer concorrer com o líder? Tenha um bom produto e tenha um preço muito mais baixo.


HP quando entrou no segmento de tablets fez o quê? Lançou um tablet com a inadequada arquitetura x86 (Intel) e um sitema completamente fora da realidade, o Windows “desktop” 7, que de maneira alguma deveria ser cogitado aos tablets, lançando também o bom TouchPad com WebOS. Todos com um preço absurdo de 500 a 800 Dólares (uau!). Resultado: não vendeu nada.
Confirmo minhas afirmações com o que ocorreu depois. HP, querendo livrar-se dos estoques dos tablets encalhados, começou a vender por meros 99 Dólares. Resultado: vendeu feito água.


O mais curioso foi que nenhum executivo da Hewlett-Packard prestou atenção na situação. Não acertou de primeira? Deveria ter acertado de segunda. A HP deveria primeiramente pensar em instalar uma boa base de usuários. Com uma boa base é possível ampliar as possibilidades de vendas, pois o “marketing de amigos” faz milagres, e é possível aumentar a base de desenvolvedores.
HP não fez nada disso. Ela realmente desistiu de fechar a divisão de PCs e voltou a planejar tablets novos. Com WebOS e preços baixou, certo? Nada disso. A empresa agora irá fazer um tablet x86 com Windows “desktop” 7 e custando 699 Dólares.


Acho que está na hora de trocar o CEO e o conselho, pois até o Seu Zé do cachorro-quente da esquina sabe que a gestão da HP está completamente perdida.

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Ubuntu acordou tarde e agora tem que beber água suja

Canonical finalmente anunciou que o Ubuntu não ficará preso a dispositivos tradicionais, como desktops, notebook, netbooks e outros equipamentos similares. Agora a empresa britânica fixará sua mira nas TV inteligentes, smartphones e tablets.


É. É para ficar surpreso e decepcionado. Todos queríamos essa notícia, mas a Canonical parece ter percebido tarde demais que um novo paradigma chegou, que os desktops tendem ser menos relevante, e que o futuro tem garantido os dispositivos móveis, como smartphones e tablets.


Nos PCs o Windows da Microsoft domina, monopoliza o mercado, por questões históricas por ter sido pioneiro e durante muito tempo não ter concorrentes. Isso possibilitou parcerias com centenas de empresas e um legado de programas, drivers e todo tipo de equipamento, que solidificam ainda mais o Windows no mercado e repélem qualquer tipo de rival.


Como era de se esperar, no mundo dos dispositivos móveis está havendo concorrência, como nunca houve antes nos PCs, pelo simples motivo de ter muitas empresas no páreo logo no início. Aqui, nesse segmento, temos Google (Android), Microsoft (Windows Phone e o futuro Windows 8), Apple (iOS), Samsung (Tizen e Bada), Nokia (Symbian e MeeGo), Intel (Tizen), HP (com o semi-morto WebOS), RIM (Blackberry OS e Tablet OS).



Agora, como o Ubuntu para smartphones e tablets, chega a Canonical para brigar também. No entanto ela fará isso somente em 2014, ou seja, tarde demais para competir seriamente com alguém. As chances do Ubuntu para smarphones e tablets se tornar um sistema para nerds ou para quem quer ser underground, é muito grande. Em 2012 já é muito tarde para alguém tentar competir com gigantes como Google, Microsoft, Apple, Intel e Samsung, imagina 2014! Mark Shuttleworth deveria ter decidido isso há anos e saído do plano das ideias muito antes.
Se der certo para o Ubuntu, que bom. Mas se der errado, não vou me surpreender. Só resta torcer mesmo.


Fonte: http://www.gizmodo.com.br/conteudo/ubuntu-tera-versao-para-tablets-smartphones-e-tvs-inteligentes/

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Dublagem de jogos na fogueira

Nos últimos meses as produtoras mostraram definitivamente que o Brasil é uma região estratégica para seus planos comerciais. Blizzard, Sony, Microsoft e outras empresas estão regionalizando (ou localizando, como as empresas gostam) seus jogos por aqui. Isso significa que teremos mais jogos não só legendados, mas dublados, possibilitando um aproveitamento de toda a arte dos games.


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[Dica] Mais velocidade para atualizar o sistema e instalar programas no Ubuntu

Com o lançamento do Ubuntu 11.10 ficou evidenciado que os servidores tem um limite de carga. Quando mais pessoas baixando ao mesmo tempo de um mesmo servidor mais lento para baixar.


Mas é possível melhorar o desempenho dos downloads. No lugar de usar sempre o mesmo servidor padrão do sistema, tente usar outros. Para mudar é muito simples e você pode testar agora.


No Ubuntu, vá à Central de Programas, ao menu "Editar" e em "Canais de software". Na aba "Aplicativos do Ubuntu" existem a opção "Baixar de". Ali escolha "Outro...". Agora clique em "Selecionar melhor servidor" que será feita uma análise de velocidade. Depois disso seu download melhorará muito.




[caption id="attachment_764" align="aligncenter" width="526" caption="Antes que alguém pergunte por que estava desmarcado os repositórios "main", "universe", "restricted" e "multiverse", é porque tirei a imagem no meio da atualização do Ubuntu, quando os repositórios foram desmarcados automaticamente pelo sistema. Recomendo a todos que não deixe nenhum desmarco, nunca."][/caption]



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Linux em perigo: Microsoft joga sujo novamente [atualizado]

Microsoft há tempos joga sujo. Ela já "emprestou" direito para empresas e misteriosamente elas desistiram do seu negócio lucrativo (caso do Corel Linux, uma das mais promissoras distribuições); já fez pressão para montadoras de computadores cortarem do dia para a noite relações com a Netscape; já ameaçou empresas com suposições, nunca provadas (caso das supostas violações de patentes pelo Linux e as cobranças sobre o Android); já entrou em contatos com clientes de concorrentes para espalhar boatos (caso Conectiva); e até já participou de um esquema de corrupção na África para frear a adoção do Linux. Agora ela mostra as garras mais uma vez.


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Medidas do governo para a tecnologia e a educação

Em 2005, com a lei 11196, o governo federal fez o que muitos queriam, desonerou produtos de informática e criou incentivos pra inovação tecnológica. A consequência foi um “boom” nas vendas que possibilitaram que não somente a classe C e D conseguisse ter acesso a um equipamento tão importante, mas também possibilitou que empresas nacionais gerassem empregos aqui no Brasil, fazendo um efeito cascata benéfico para o país.


Em maio, já no governo Dilma, aconteceu algo quase inesperado. Saiu a Medida Provisória 534 modificando o artigo 28 da lei citada anteriormente. Agora a redação passa a ter: “máquinas automáticas de processamento de dados, portáteis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 cm2 (Tablet PC), classificadas na subposição 8471.41 da Tipi, produzidas no País conforme processo produtivo básico estabelecido pelo Poder Executivo.”


Isso quer dizer exatamente que tablets produzidos no país ganharão incentivos fiscais.


Mas não parou por aí. O governo da primeira presidenta da história desse país também vai incentivar mais a tecnologia desonerando a industria de software. Com a Medida Provisória 540 a alíquota do INSS de 20% cai para zero.


Ainda em mais uma decisão inesperada, o Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou bolsas para brasileiros nas principais universidades do mundo. O governo federal irá distribuir 100 mil bolsas que beneficiarão diretamente a produção científica e tecnologia do país.


Tudo isso é fantástico, não é mesmo? Não exatamente. Digo isso pois faltou um pequeno grande (enorme) detalhe: educação de base.



O grande trunfo


Existe um grande componente que faz qualquer país se tornar uma grande potência ou ter sua qualidade de vida aumentada vertiginosamente e seu nome é educação. Se pegarmos dados de nossas universidades vamos perceber que conseguimos colocar muitas entre as melhores do mundo, gerando inovações e sendo referência no meio científico. Mas será que isso significa que estamos investindo em educação? Não, de maneira alguma. Isso é uma grande ilusão. Não somos referência alguma e nossa educação superior não consegue se sustentar. Se conseguimos fazer alguma coisa no nível superior é por simples elitismo. Por coincidência ou não (não, não é, obviamente) quem estuda nas universidades públicas brasileiras é a elite econômica do país e por isso uma desproporção de investimentos como nunca vista no mundo acontece.


Nossas universidades, como USP, UNICAMP, UFSC, UFRJ, UFRGS e tantas outras só conseguem ter algum resultado [1] porque o Brasil faz algo estranhíssimo. Como diz o economista Albert Fishlow, da Universidade de Columbia, ''o Brasil é um dos únicos países no mundo que investem apenas US$ 15 mil por ano para cada aluno em universidades públicas e entre US$ 700 ou US$ 800 (por aluno) em escolas públicas'' [2].


O grande problema é que esse modelo imediatista e elitista é insustentável. Quem está acompanhando os problemas sociais e econômicos - sim, estamos com problemas econômicos mas logo falamos disso - do país sabe que o que causa tudo é um descaso com a educação de base.


Em qualquer pesquisa que entramos, seja da ONU ou da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), estamos sempre entre os últimos no ranking da educação. Isso reflete diretamenta na economia. O “The Economist” afirmou que o que freia o Brasil são os baixos índices educacionais [3]. No desenvolvimento humano, obviamente, o resutado é o mesmo. De acordo com a ONU a educação freia o desenvolvimento humano no Brasil [4].


Se pegar as ações anteriores do governo, de dar incetivos à tecnologia, vai perceber que o efeito é quase nulo a médio e logo prazo. A falta de educação e investimentos de base vai faz o Brasil ficar em uma situação alarmante. Os primeiros sinais no mundo da tecnologia é a falta de profissionais qualificados e da falta de competitividade com o resto do mundo [5].


Vamos pegar um exemplo claro? A Coreia do Sul décadas atrás era só uma promessa, assim como o Brasil. Hoje a Coreia do Sul cresce como ninguém. Samsung, LG, Hyundai, Kia, são todas sulcoreanas, e o pessoal da Ásia também virou referência na qualidade de vida. A Coreia do Sul, que já foi mais pobre que o Brasil décadas atrás, hoje tem um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo, com a décima segunda posição do ranking, ficando a frente da Suíça, França, Finlândia, Islândia. E o Brasil? Ficamos atrás da Albânia, do Irã, da Líbia... [6]



Governo retira investimentos e sabota nosso futuro


Sabe o que é pior disso tudo? Estamos entre os piores do mundo em educação. Investimos aproximadamente 3% do orçamento, enquanto a Coreia do Sul, por exemplo, quase 20%. Cerca de 5% é o investimento do PIB em educação, quando o necessário seria no mínimo 10% como quer o Conselho Nacional de Educação (CNE).


E adivinha o que o governo faz? Corte no orçamento da educação! No Orçamento 2010 já diminuiu mais de 1 bilhão e no de 2011 mais de 3 bilhões de Reais!!! [7][8].


Então eu pergunto: Como um país que quer se tornar potência e acabar com a pobreza vai fazer isso sem investir em educação? E pior, diminuindo o orçamento da mesma? Como o governo quer incentivar o desenvolvimento tecnológico somente com medidas rasas, como incentivos fiscais, mas sem investir na base que cria condições para o verdadeiro desenvolvimento?


--- Referências ---

[1] http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071108_uspunicamprankingfn.shtml
[2] http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070424_fishlowbrasilbg.shtml
[3] http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090604_economist_educacao_cq.shtml
[4] http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/11/061108_idh_brasil_crg.shtml
[5] http://cio.uol.com.br/gestao/2011/02/02/governo-fara-censo-para-avaliar-apagao-de-mao-de-obra-de-ti/
[6] http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM366718-7823-EXEMPLO+DE+INVESTIMENTO+EM+EDUCACAO+NA+COREIA+DO+SUL,00.html
[7] http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,educacao-e-pasta-mais-afetada-em-corte-no-orcamento,559625,0.htm
[8] http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/corte-no-orcamento-nao-vai-afetar-programas-de-educacao-diz-haddad.html

Imagem destacada: Carlos Latuff / http://twitter.com/CarlosLatuff

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LinkedIn quer surrupiar sua imagem para ganhar dinheiro

Saiu no IDG Now! a notícia que há 2 meses o famoso site social para uso profissional, o LinkedIn, mudou a política de privacidade sem avisar ninguém. Agora, com objetivo de ganhar próprios, o LinkedIn vai pegar sua foto e usar em propagandas. Isso mesmo e sabe o que significa? Que a empresa está cometendo um verdadeiro roubo de sua imagem.


Para quem não sabe a imagem é um direito tão importante que está elencado em nossa Constituição Federal, no artigo 5º, inciso X, como Direito Fundamental, protegido inclusive por cláusula pétrea - isso quer dizer que nunca poderá ser objeto de deliberação. Imagem é um direito de personalidade, ou seja, é próprio dos seres humanos, é absoluto e indisponível, não podendo ser vendido, transferido ou renunciar a esse direito. Você é o "dono" de sua imagem, e obrigado a ser "dono", querendo ou não.


Então aí vem a ilegalidade do LinkedIn. Primeiro a empresa está usando um direito personalíssimo por conta própria. A imagem é sua e não da empresa. Sua imagem não está disponível para eles. Mesmo com uma cláusula de serviço é uma cláusula abusiva. Não se pode condicionar um serviço a uma concessão de um direito de personalidade. É um completo absurdo.


Protegidos estamos e podemos sim faze algo. Quem achar, assim como eu, um abuso por parte da empresa estadunidense pode pedir indenização. E não precisa provar danos materiais ou morais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) lançou uma súmula no qual diz: “Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais”. No caso em questão é inegável o fim comercial. A empresa LinkedIn diz claramente, como afirmado pela IDG Now!, que “O LinkedIn pode associar a mensagem de um anunciante com o conteúdo da rede do site para tornar a propaganda mais relevante!”.


E agora LinkedIn? A cara-de-pau vai continuar e a empresa vai continuar a violar um direito de personalidade?



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Imagem destacada: Wikimedia Commons / Johnhttp://commons.wikimedia.org/wiki/File:Panic_button.jpg?uselang=pt-br

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[Dica] Tela de carregamento do Ubuntu (usplash/plymouth): bug com driver de vídeo proprietário, desfazer a mudança depois de ter instalado o Kubuntu ou instalar novas usplash

Há alguns versões a tela de carregamento do Ubuntu mudou e ficou muito bonita. No fundo escuro com o logo antigo agora é roxa com o novo logo da principal distribuição da Canonical. Agora é usado o Plymouth no lugar do antigo usplash. De qualquer forma, vou usar o termo "splash", pois é mais fácil para muitos entenderem.


No entanto quem usa drivers de vídeo proprietários no Ubuntu, acontece algo muito chato. Ao instalar o driver da Nvidia, por exemplo, a tela de carregamento bonitinha desaparece ou fica com uma resolução terrível.


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Felizmente pode-se consertar a falha. Para isso é preciso baixar um script - há outros métodos, mas esse é a forma mais prática. Abra o Terminal e baixe via wget o script:


wget http://launchpadlibrarian.net/57638460/fixplymouth


Agora ou digite chmod +x fixplymouth para torna executável ou vá na sua pasta pessoal, clique com botão direito do mouse, vá em propriedades, na aba permissões e clique para tornar executável.


Agora, no Terminal novamente, digite:


./fixplymouth


Vai ser executado o script e uma série de resoluções compatíveis com sua placa de vídeo vai aparecer. Escolha a que melhor servir seguido pela profundidades de cores, como por exemplo 1024x768-24 ou 1440-900-24 (lembre-se que só é aceita resoluções compatíveis da lista).




Mudando a tela de carregamento (usplash/plymouth) após instalação do Kubuntu-desktop


O bom das distribuições Linux para desktop é a possibilidade de mudar de ambiente gráfico quando se tem vontade. Quando está enjoado do Unity do Ubuntu, é possível mudar para o Gnome puro (Ubuntu Clássico na tela de login). Também possível instalar outros como o KDE, XFCE, LXDE, etc.


No caso do KDE, um dos mais usados ambientes gráficos, é possível instalar no Ubuntu pela Central de Programas. É só procurar por Kubuntu-Desktop e clicar para instalar.


Depois de instalado é possível mudar na tela de login - na instalação do Kubuntu, será perguntado qual padrão dessa tela de login você quer: GDM ou KDM. Se estiver na dúvida, prefira o padrão GDM, pois é padrão do Ubuntu.


Depois de instalado o KDE a tela de carregamento (usplash) vai mudar. Agora será do Kubuntu.


Muita gente não gosta. Mas é possível mudar. Digite no Terminal (ou Konsole, padrão do KDE) e escolha o respectivo número:


sudo update-alternatives --config default.plymouth


Depois:


sudo update-grub2 && sudo update-initramfs -u




Mudando a tela de carregamento padrão


Personalizar é fácil. Pasta escolher alguma tela usplash/plymouth na Central de Programas - procure por playmouth - em sites como KDE-Look:
http://kde-look.org/index.php?xcontentmode=79


Se optar pelo site, coloque o arquivo no diretório
/lib/plymouth/themes/


Use esse guia se não souber modificar diretórios protegidos:
http://sinapseslivres.com.br/guia_linux/configuracoes_extras/#nautilus_gksu


Para mudar é só digitar:


sudo update-alternatives --config default.plymouth


Depois digite:


sudo update-grub2 && sudo update-initramfs -u

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Você dentro de grandes pesquisas científicas: Projetos de Computação em Grade

Pesquisas são importantes para o desenvolvimento humano, mas recursos financeiros são limitados. Sociedades como de Star Trek, que vivem prioritariamente para o desenvolvimento humano e para a formação de capital, são coisas de ficção (e você pode ser taxado de comunista se fizer alguma proposta do tipo). Mas é possível qualquer um contribuir para o bem do mundo, sem sair de casa, emprestando tempo de processamento de seu computador.

Você pode ajudar o programa SETI de casa

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Nova Central de Programas do Ubuntu e o modelo de negócio da Canonical

Como todos sabem (claro, ainda tem os desavisados), distribuições Linux tem o sistema de instalação de programas dos mais fáceis, se não o mais fácil, que existe. Isso acontece graças aos programas e front-ends (interfaces gráficas do programa) que fazem tudo acontecer. Um exemplo disso é a Central de Programas do Ubuntu.


A Central de Programas do Ubuntu é um aplicativo que usa as bases do apt-get, o gerenciador de pacotes padrão de sistemas Debian. O programa da Canonical começou a ser usado exclusivamente no Ubuntu, para tornar tudo mais simples, diferenciando o Synaptic, tendo uma filosofia "quanto menos mais", ou seja, usar o conceito de limpeza de funções para não atrapalhar o usuário comum. Com o passar do tempo até o Debian passou a usar a Central de Programas, para ver como a ideia da Central de Programas do Ubuntu é boa.


Versão após versão do Ubuntu a Central de Programas evolui e os próximos lançamentos prometem dar um salto de qualidade e entrar definitivamente dos planos comerciais da Canonical, como peça-chave da tentativa de se estabelecer como um dos principais sistemas operacionais para desktops (em sentido amplo, incluindo notebooks, netbooks, etc).


Por que falo dessa importância estratégica? Simples. Veja o exemplo da Apple. A empresa de Cupertino tem seus serviços online como iTunes e App Store. É comum pensar: "Apple tem esses serviços para ganhar dinheiro, claro". Mas na verdade não é bem assim. A Apple ganha realmente dinheiro, mas isso é secundário vendo no contexto.


Vamos analisar alguns dados. Os serviços de músicas e aplicativos da Apple gera uma receita mensal de 313 milhões de Dólares, enquanto o custo de manutenção dos serviços chega a 113 milhões de Dólares. O custo anual é de 1,3 bilhão de Dólares, enquanto a receita chega em torno de 3,7 bilhões. É pouco, principalmente quando se pensa que o iTunes gera mais lucros.
De acordo com dados (2010), dos 428 milhões de Dólares ganho com a App Store, só 108 milhões é revertido em lucro para a Apple. O custo de toda a estrutura é gigante.


Pense agora. O lucro não é grande. Empresas, como a Novell, por exemplo, foram vendidas não porque não gera lucro, mas pelo motivo de não gerar um lucro esperado, muito grande, do tamanho dos planos de uma gigante do setor. Então os planos da Apple não é ganhar dinheiro primeiramente, como tinha falado. Gerar uma receita suficientemente grande é secundário. O principal motivo dos serviços como iTunes e App Store é fazer dos seus produtos, iPhone, iPad, iMac e MacBook serem atrativos para o público e desenvolvedores, pois uma estrutura de aplicativos dão suporte ao principal produto físico, tornando-os mais fortes no mercado.


E talvez esse seja o plano da Canonical com seus serviços para o Ubuntu, como Ubuntu One Music Store, Ubuntu One e a Central de Programas. Essa última, agora, sendo melhorada para chamar mais desenvolvedores, gerando uma fauna e flora no Ubuntu nunca vista antes de distribuições Linux para desktop. O resultado pode ser ganhar mais mercado no monopolizado mercado doméstico de PCs.
Se conseguirem, a Canonical pode inclusive ser responsável por conseguir que grande programas de público restrito, como Adobe Photoshop ou mesmo grande jogos comerciais venham para o Linux para PC.


Veja exemplos da possível Central de Programas das próximas versões:





Imagens: OMG! Ubuntu! - http://www.omgubuntu.co.uk/2011/06/the-new-ubuntu-software-centre-mock-ups-hint-at-great-things-to-come/



ATUALIZAÇÃO:


Imagens recentes da provável Central de Programas:
http://sinapseslivres.com.br/2011/08/rapidinha-nova-central-de-programas-do-ubuntu-toma-forma/

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A Marcha da Maconha e a liberalização das drogas

Você sabia que a maconha pode ser usada na medicina? Garanto que sabe. Mas sabia que ele causa males terríveis para a saúde? Saía que ela é mais cancerígena do que o tabaco? E que para o tráfico pouco vai importar sua liberação? Leia e entenda do assunto antes de sair por aí dizendo que a maconha deve ser liberada "para combater o tráfico" ou por que "ela é natural e não faz mal".

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Cuidado com o conteúdo que você absorve

"O Orkut será pago!", "Red Bull tem substâncias produzidas por laboratórios governamentais estadunidense que podem matar", "Repasse essa mensagem para que a AOL Brasil possa ajudar esta criança". Acho todos já receberam alguma mensagem boba dessas e sabe muito bem (pelo menos deveria saber) que o Orkut não será pago, nem o Red Bull tem substâncias mortais e sabe que a AOL não ajuda ninguém, muito menos a AOL Brasil, que já encerrou as operações no Brasil há anos.


Esse tipo de informação jogada ao ar é chamada é hoax. Geralmente está ligado a coisas bobas, mas nem sempre. Quem não recebeu algum e-mail dizendo para não tomar a vacina para a gripe suína (coitado do porco, até para ele, que nada tinha a ver com o assunto, entrou na história) pois tinha mercúrio? Bom, tinha e tem, a vacina, um derivado do mercúrio mesmo, o timerasol, e tem também o esqueleno, que estava sendo ligado a uma baixa imunológica. Faltou dizer, nos e-mail de alerta, que essas substâncias são normais, sempre estando em qualquer vacina.


Com um fim de, quem sabe, conseguir uma maior atenção, ou até falta de sensibilidade com o assunto, talvez, por que não?, preguiça ou incompetência, muitos acabam por propagar informações falsas ou modificadas, fora da realidade ou com um sentido distorcido. Não é só para promover o caos que se usa esse recurso sujo, não só hoax, mas FUD e tantas outras. maneiras nada convencionais que geram muitas siglas.
Saiba que particulares usam para prejudicar outros, empresas e governos usam também para o mesmo fim.



Tentativa de jogar lama nos outros


Vou citar um exemplo de desinformação. Na imagem abaixo temos um conhecido funcionário (pelo menos na época) da Microsoft Brasil tentando sujar a imagem do sistema concorrente,criando informações falsas e deturpando outras, distorcendo a realidade. Situação idêntica ao já folclórico Octaiver Matt, que por algum motivo misterioso, conta as maiores mentiras e distorções sobre Linux:




Microsoft, a Igreja e a CIA


Nos casos acima foram de usuários, que por motivos misteriosos (se ver minha argumentação, vai perceber que não é racional tentar prejudicar algo benéfico para eles mesmos e para a sociedade), tenta prejudicar um produto ou mesmo uma ideia (software livre).


Mas grandes empresas também fazem o mesmo. A Microsoft teria oferecido dinheiro para um engenheiro modificar um artigo sobre o ODF para causar dúvidas sobre o projeto livre. Veja a reportagem:
http://computerworld.uol.com.br/negocios/2007/01/23/idgnoticia.2007-01-23.1494531241/


O Vaticano e a CIA também estariam envolvidas em edições estratégicas na Wikipédia, como mostra essa reportagem do Estadão:
http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,estudante-flagra-cia-vaticano-e-wal-mart-por-tras-da-wikipedia,35310,0.htm



Israel e a manipulação de opinião


A imagem de Israel nos últimos tempos não está lá essas coisas. Mesmo com o terrorismo de grupos radicais palestinos, que atacam indiscriminadamente civis israelenses, o Estado de Israel se mostra no mesmo nível de Hamas e Fatah.


A pouco soldados israelense mostraram rotinas de humilhação contra palestinos. Em um trecho da reportagem da BBC diz: "ex-soldados descrevem cenas de espancamentos gratuitos de civis palestinos em pontos de checagem, de humilhação arbitrária e até de mortes de civis e falsificação dos fatos para encobrir atos ilegais das tropas". A Anistia Internacional mostra até algo mais terrível, praticado não por soldados, mas como política pública de segregação. Palestinos são impedidos de obter água, não permitindo ao menos projetos de saneamento e até pegando volumes gigantescos da única fonte da região. Veja:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/10/091027_israelagua_video.shtml


Até mesmo em Israel há muitas pessoas contra o Estado e suas políticas, como eles dizem, racistas:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101107_protestoisrael_gf_pai.shtml


E por essas e outras que o governo e empresas privadas lançaram o plano de manipulação da informação. Com recrutamento de pessoas em todo o mundo, que falam as mais diversas línguas, e com ajuda de um programa, consegue-se mudar enquetes, atrapalhar fóruns, enviar e-mails para autoridades, tudo de forma a beneficiar os ideais israelense, manipulando a opinião pública:
http://www.haaretz.com/print-edition/news/israel-recruits-army-of-bloggers-to-combat-anti-zionist-web-sites-1.268393
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u491732.shtml


O resumo de tudo é simples. Tome cuidado com o que você lê. Não se trata nem sobre a simples veracidade delas. Bom, até se trata. O problema vai estar em informações com um fundo ideológico, político ou de interesses corporativos do mais baixo capitalismo selvagem. Seria ruim mais exemplos como da Microsoft, de Israel ou mesmo do Brasil e suas últimas eleições, tornassem comum porque as pessoas não estão preparadas para filtrar informações.


Imagem destacada: Wikimedia / Creative Commons / http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sumayya_and_her_cat_in_front_of_her_demolished_home_2002,_2nd_Intifada.jpg

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Bon Jovi é contra a música

Jon Bon Jovi, bem como outros astros da música, como Bono Vox, é contra a música. Isso mesmo! Quem é contra o modelo digital, da música de fácil acesso via web, é contra a música e tudo o que ela representa!


Bono, ano passado, disse que o compartilhamento digital é um "Robin Hood às avessas". Bono deve está perdido, sem dúvidas, pois o compartilhamento digital é democrático, "universalista", e não elitista, como o velho e morto sistema de mídias físicas, caro e dificultador da difusão da cultura.


Bon Jovi falou em entrevista que Jobs matou a música (absurdo esse que falarei depois), e ridicularizou os jovens, dizendo uma bizarra declaração: "Os jovens de hoje perderam toda aquela mágica de colocarem seus fones de ouvido, aumentarem o volume, de apreciarem a arte da capa e de se perderem num disco. Não existe mais o ritual de se guardar o dinheiro da mesada e se escolher um disco baseado em sua capa ou de imaginar como um disco iria soar olhando sua arte".


Bon Jovi tem razão. Agora o ritual de guardar dinheiro e se deliciar com um único bolachão se foi, agora é mais democrático e muitos tem acesso que antes era impossível, muitos tem acessos a músicas, cantores, bandas, ritmos, culturas, que antes era impensável, inalcançável, deixado de lado por questões obvias. Quantas bandas não surgiram, remando contra a forma das grandes corporações, que dizem quem pode ou não aparecer para o público, com o fácil acesso a milenar arte? O acesso à música é de tal importância para o incremento da cultura nacional, do desenvolvimento humano, que a propriedade do autor sobre ela é limitada e com tempo contado, e isso positivado em Constituições e/ou no plano infraconstitucional.


Quem está preocupado com o potencial perigo das mídias digitais tem motivo. É só pensar. Nunca se ouviu tanto música. Shows geram cada vez mais receitas, indo para todas as partes do mundo, ganhando milhões, e milhões em diversas moedas. Artistas ganham cada vez mais com publicidade e licenciamento de seus produtos, de suas criações e de sua imagem. Quem reclama então? Quem reclama é que tem medo de cair no ostracismo (não estou falando de Bon Jovi, longe disso). Com a web é assim. Possibilita a ebulição de artistas e figuras icônicas serão efêmeras (a arte agradece). Quem reclama tem medo de perder dinheiro, não com seu produto, o produto artístico, mas com velhos meios que prendem a música, velhas amarras da indústria que querem transformar a arte não só em dinheiro, mas em rios de dinheiro. Veja as gravadoras. Empresas gigantes, gigantes, que mandam e desmandam, que conseguem derrubar qualquer um artista que se rebela. É só lembrar do Prince, ou o artista que anteriormente conhecido como Prince, que simplesmente teve que brigar na justiça com a Warner pelos direitos de uma música (como se uma empresa fosse um ente dotado de vida, capaz de criar algo e tomar posse dessa criação).


É como Chris Anderson disse, a música vai bem, os CDs vão mal. Como consequência, a indústria perde dinheiro, um pouco de seu patrimônio incalculável. Isso é muito preocupante, principalmente para os acionistas dessas empresas, que compram equipes de Fórmula 1 e viagens espaciais, e tem que concorrer com os anões da indústria, que agora podem usar meios baratos para alavancar novos artistas.


E tem mais. Tudo isso não trata-se somente de compartilhamento "pirata", longe disso. O difusão grátis ajudou a propagar a arte sim, não há o que discutir. Mas isso ainda é muito nebuloso o debate sobre o tema. O que tem que se pensar é que o fácil acesso mudou os rumos da indústria. Bon Jovi disse que Jobs matou a música. Bon Jovi está errado. Jobs conseguiu transformar a música digital, que antes era basicamente grátis, em algo rentável, ou seja, deu sobrevida a um modelo de venda direta da criação.


O resumo de tudo é simples. Quem é a favor do antigo modelo, é contra a música, contra a arte, contra qualquer possibilidade de democratização da cultura. Espero que no futuro o acesso torna-se mais fácil, sem custos, e artistas consigam emergir e viver muito bem baseado no seu trabalho, de shows, da sua imagem, como já fazem muitos por aí, e que o lado egoísta da industria da música perca seu poder (já passou da hora de poucos bon vivants enriquecerem pelo trabalho criativo de muitos).


ATUALIZADO (12 de Abril):


Reportagem do Estadão sobre o assunto:
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2011/04/11/compartilhar-musica-nao-afeta-renda-dos-autores-indica-estudo/


Imagem destacada: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vynil_record.jpg

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[Dica] Organize sua vida com o Rainlendar

Rainlendar é um programa que adiciona um calendário no seu desktop. Com ele você organiza seu dia de maneira fácil. E ao contrário de serviços com o Google Agenda (Google Calendar) você não vai precisar ir até sua agenda, pois com ele estampado na sua tela (com possibilidade de colocar alarmes) você realmente sempre vê quais seus compromissos.



Baixando e instalando


Entre no site do Rainlendar: http://www.rainlendar.net


Se usa o Ubuntu ou outro derivado Debian, como Mint, Satux, Insigne, Big Linux, baixe o pacote .deb e dê 2 cliques para instalar.



Se estiver usando outra distribuição que não use pacotes .deb, baixe a versão compactada e extraia. Depois, pelo Terminal (Console ou Konsole) vá até a pasta onde está os arquivos (comando ls mostra o que tem na pasta e o cd seguido pelo nome da pasta faz caminhar) e digite:
./rainlendar2



Usando


Depois de instalar, coloque para iniciar com o sistema. No Ubuntu e outros que usam Gnome é só ir em Sistema > Preferências > Aplicativos de sessão.



Para iniciar por agora (quando iniciar o computador ele irá iniciar sozinho) vá em Aplicativos > Escritório > Rainlendar2 ou dê um Alt+F2 e digite rainlendar2


O programa irá iniciar. Agora é só clicar com botão direito do mouse nele para configurar ou adicionar eventos ou tarefas.




[caption id="attachment_513" align="aligncenter" width="258" caption="Assim que abre pela primeira vez"][/caption]

[caption id="attachment_514" align="aligncenter" width="241" caption="Depois de configurar e acrescentar eventos"][/caption]

Idiomas


Ele já vem em português. Mas caso não consiga detectar o idioma padrão, vá até o site oficial e baixe seu idioma. Para instalar é só clicar e arrastar o idioma para o Rainlendar.



Calendários


É possível acrescentar calendários, como o brasileiro, com todos os feriados oficiais. Ainda não consegui a versão 2011, mas assim que consegui posto aqui.

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Politicagem, incompetência, má gestão ou "birrinha"?

Esses dias saiu a notícia que o governo alemão está trocando o sistema operacional baseado no kernel Linux pelo sistema proprietário da Microsoft, o Windows. Com isso vai pelo buraco o plano de migração para o pinguim. A alegação do governo alemão é que a troca deve-se, primeiro, por incompatibilidade de documentos de escritório, e segundo, por reclamações dos usuários.


Vamos rever os pontos. Que documentos estamos tratando? Se for um específico de alguns órgãos, o problema está nos programas usados. Isso acontece na transição. É normal e visto no planejamento de migração. Se for documentos de pacotes de escritório, isso não existe, pois o padrão adotado é universal, o ODF.


Se pegar as reclamações de usabilidade dos usuários, fica fácil de ver que inexiste treinamento básico. Treinamento constante é essencial para aumentar a produtividade, (ttanto no setor público quanto no privado) e se há reclamações verdadeiras, treinamentos não estão sendo feitos, o que é um erro grotesco. Mais grotesco do que voltar para o Windows XP! Sim! O sistema semi-morto da Microsoft.


A migração não era somente para diminuir custos, economizando dinheiro público, mas também para fins estratégicos. Usar Linux é de vital importância para independência tecnológica, soberania nacional e criação de know-how no desenvolvimento dentro do próprio país. Linux, como outros softwares livres, possibilitam isso.


O que parece estar ocorrendo é o que eu já disse no caso de Maringá. Há uma falta de visão de cenários futuros, uma falta de planejamento político-estratégico que vise o interesse público.


Podemos perceber ingerência em outros lugares, como na prefeitura de Santo André, em São Paulo. A cidade paulista ficou 1 ano com computadores novos parados simplesmente porque a prefeitura se recusava aceitar computadores com Linux. O órgão municipal publicou uma nota absurda, mentirosa, muito cara-de-pau, por sinal, dizendo que o sistema aberto não era compatível com o OpenOffice e Mozilla Firefox, programas que são usados pela prefeitura em seus computadores com Windows.


Pela nota de Santo André, podemos ver o quão perdidos estão. Inventaram uma mentira grotesca para justificar a compra, com dinheiro público, de um sistema no qual é muito bem substituído pelo Linux. Deixaram a população 1 ano sem computadores na biblioteca municipal somente por... incompetência, má gestão ou mesmo politicamente ou "birrinha". Não tem outras alternativas para justificar.


A velha incompetência e má gestão já conhecemos. Geralmente a falta de planejamento, como já expliquei, é o principal entrave no mundo (tanto no setor público quanto no privado). No caso de Santo André, e de outros lugares, por que não?, dá para ter dúvidas se não vem da politicagem - fazer uma nova licitação para algo que já tem? Quem ganha com isso? - ou de "birrinha", pois quem governava anteriormente, responsável pela política de software livre, era de um partido de oposição.
E agora prefeito? Como explicar isso?


Pensando em tudo isso dá vontade de gritar: quando nossos governantes vão aprender a gerir a máquina pública para fazer valer nossos interesses?

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Futuro do MeeGo

Stephen Elop realmente fez o que parecia irracional. Jogou fora o dinheiro e tempo investido no MeeGo, arrumou briga com os próprios funcionários, deu um chute na parceria com a Intel e na chance de ter um sistema diferenciado e exclusivo, com o poder e legado Linux (vantagem essa que foi muito bem aproveitada pela Google com o Android e está sendo com o WebOS da HP) e preferiu perder independência no desenvolvimento do software e até hardware. O atual CEO da Nokia, Elop, ex-funcionário da Microsoft (ele ainda tem muitas ações de sua antiga empresa), e conhecido por vender a Macromedia para Adobe, pareceu ter dado o tiro final no MeeGo e mandado para o cemitério dos vaporware. No entanto não é essa a opinião da Intel.



Suzy Ramirez, porta-voz da Intel, disse que a empresa está muito decepcionada com a decisão da Nokia. Em entrevista ao The Register Ramirez confirmou que os planos para o MeeGo vão muito mais além de um sistema para smartphones, sendo já a plataforma escolhida, por exemplo, pela GENIVI (grupo que conta com Intel, BMW, GM, ARM, Peugeot, Hyundai, Renault, entro outros) para equipar o sistema inteligente de carros.


Nos netbooks a Fujitsu anunciou que MeeGo será o sistema padrão. E vendo a lista de apoiares do sistema, teremos outras distribuições OEM com base no MeeGo vindo no futuro: http://meegozone.com/partners/


Mas a principal aposta da Intel será mesmo na nova fronteira tecnológica, os tablets. Veja a última demonstração do sistema em ação:








Vendo tudo isso, e lembrando que a Intel irá entrar no segmento dos portáteis com uma plataforma de hardware energeticamente eficiente concorrendo com a ARM, alguém aposta a morte do MeeGo?

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Com MeeGo ou sem MeeGo?

A boataria anda solta nos últimos dias. De acordo com informações a Nokia estaria por largar o MeeGo, o sistema Linux desenvolvido em parceria com a Intel, vindo da fusão entre Maemo e Moblin, antes mesmo de lançar algum aparelho com o novo sistema operacional. E no lugar do sistema livre a empresa finlandesa estaria por adotar o sistema fechado e pago da Microsoft, o Windows Phone 7.


Não bastasse isso, o CEO da Nokia, Stephen Elop, mostrou despreparo quando deu um chute na empresa, afirmando publicamente que a Nokia é uma plataforma de petróleo em chamas.


Elop, que acabou de chegar vindo da Microsoft, fez bem em abrir os olhos, vendo que o mercado da Nokia está diminuindo de maneira incrível nos últimos anos, mas parece se comportar como uma louca medrosa que acabará de ver uma grande ratazana.
Stephen Elop, e outros, parecem achar que o barco está afundando, a empresa indo a falência, coisa que não está. A Nokia ainda é líder de vendas e tem um valor maior, mesmo tendo perdido mais da metade do que valia, que a Sony, Dell, Adobe e tantas outras empresas concorrentes ou não.


Com o gigantismo da Nokia ainda dá sim de voltar a dominar e ditar tendências de maneira fácil, mas é preciso arrumar a casa, mudar o que está prejudicando a Nokia, ou seja, o comando incompetente que está gerindo a nave em queda.




MeeGo é o sucessor do Symbian e do Maemo em smartphones da empresa. Ele veio da fusão do Maemo, que estava presente em alguns tablets da Nokia, e do Moblin, plataforma da Intel. O projeto ainda é apoiado pela Fundação Linux.


Há tempos já se sabe que o Symbian não é apropriado para smartphones e esse é o motivo da existência do MeeGo. Com o MeeGo a Nokia faria o mesmo que a Google fez. Pegar o poderoso kernel Linux e faz um sistema para dispositivos portáteis. A vantagem de se usar Linux é se beneficiar de um kernel com décadas de uso, estável, já reconhecido e com um ciclo de inovações incrível, e economizar muito, já que os custos são diluídos entre os desenvolvedores.


A parceria com a Intel é pontual. A Intel pretende entrar no mercado de portáteis, sob domínio da arquitetura ARM, com processadores de grande poder e baixo consumo. Espera-se que a empresa californiana lance seu primeiro exemplar da nova plataforma ainda esse semestre, em um smartphone da Nokia.



CEO louco!


Muitos querem que a Nokia use o Android, o sistema Linux da Google. Outros querem esquecido Microsoft WP7. Aparentemente o Stephen Elop também quer deixar o MeeGo de lado. Os rumores é que Elop queira adotar o produto de sua antiga empresa, o Microsoft WP7.


Vale lembrar uma coisa. Uma empresa grande, que quer e tem possibilidade de ditar os rumos do mercado, não pode se dar ao luxo de ser comum. O que diferencia a Apple e RIM, por exemplo, não é somente o aparelho iPhone ou BlackBerry, mas sim o que interage com o usuário, que é o sistema operacional. A própria Nokia está vendo seu império cair aos poucos por conta da falta de um novo sistema próprio para smartphones.


MeeGo então é estratégico. Faz ela ter um sistema poderoso, com custos de desenvolvimento reduzido (bem longe dos 4 bilhões que a Nokia gasta no Symbian) e exclusivo, como faz a Apple, RIM e fará a HP com seu WebOS.


Se Elop deixar abandonar o MeeGo, além de perder a parceria com a Intel, e com outras tantas empresas que apoiam o MeeGo, que pode ser muito bom para o futuro, e do tempo de dinheiro gasto com o MeeGo, poderá jogar mais coisas foras. Deixar o MeeGo de lado é não ter visão de cenários, é deixar a Nokia voltar para o mesmo nível de dezenas de outras empresas. Dar prioridade ao MeeGo é ser ousado. Coisa que a empresa não fez nos últimos anos. E quem não ousa não faz sucesso.


Mas não me espantaria que Stephen Elop optasse por deixar o MeeGo de vez. Elop já se mostrou despreparado ao falar, como disse mais acima, que a Nokia é uma plataforma de petróleo de chamas, criando uma atmosfera ruim, de desespero, espantando investidores imediatos, causando preocupação pública sem necessidade (poderia ele guardar para si e fazer seu trabalho, fazer o que tem que ser feito, que é sair da inércia).



MeeGo. Muito mais além de smartphones


Além de smartphones, MeeGo entrará na corrida dos netbooks e tablets, com a nova plataforma da Intel, claro. Para quem não viu em ação, veja:







Sexta, amanhã, vamos saber


Amanhã, sexta-feira, dia 11, a Nokia fará um pronunciamento, neste site, para definir estratégias. Se anunciar parceria com a Microsoft, eles irão ganhar, obviamente, pois é do interesse da Microsoft tentar uma sobre-vida em um mercado que ela não consegue penetrar como o desejado. Com parceria com uma empresa gigante no mercado, o sistema da empresa de Redmond poderá ganhar mais espaço, mas público. Mas quem não percebeu, a possibilidade de ganho é maior para a Microsoft que para a Nokia.

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Lutas em rede através da rede (!) e o controle da internet

Todos sabem dos acontecimentos recentes no Oriente Médio e no Norte da África. Essas regiões estão em ebulição, fazendo cair governos autoritários, como aconteceu na Tunísia, ou preste a fomentar uma reforma (laica) como nunca vista nos últimos tempos.

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Wikileaks: associação amiga da Microsoft tenta sabotar Software Livre na UE

Saiu no BR-Linux e em outras fontes: "O documento publicado pela Wikileaks mostra que Jonathan Zuck, presidente da Association for Competitive Technology, uma organização com fortes laços com a Microsoft, influenciou mudanças em documentos de trabalho da União Europeia".


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