Ubuntu acordou tarde e agora tem que beber água suja

Canonical finalmente anunciou que o Ubuntu não ficará preso a dispositivos tradicionais, como desktops, notebook, netbooks e outros equipamentos similares. Agora a empresa britânica fixará sua mira nas TV inteligentes, smartphones e tablets.


É. É para ficar surpreso e decepcionado. Todos queríamos essa notícia, mas a Canonical parece ter percebido tarde demais que um novo paradigma chegou, que os desktops tendem ser menos relevante, e que o futuro tem garantido os dispositivos móveis, como smartphones e tablets.


Nos PCs o Windows da Microsoft domina, monopoliza o mercado, por questões históricas por ter sido pioneiro e durante muito tempo não ter concorrentes. Isso possibilitou parcerias com centenas de empresas e um legado de programas, drivers e todo tipo de equipamento, que solidificam ainda mais o Windows no mercado e repélem qualquer tipo de rival.


Como era de se esperar, no mundo dos dispositivos móveis está havendo concorrência, como nunca houve antes nos PCs, pelo simples motivo de ter muitas empresas no páreo logo no início. Aqui, nesse segmento, temos Google (Android), Microsoft (Windows Phone e o futuro Windows 8), Apple (iOS), Samsung (Tizen e Bada), Nokia (Symbian e MeeGo), Intel (Tizen), HP (com o semi-morto WebOS), RIM (Blackberry OS e Tablet OS).



Agora, como o Ubuntu para smartphones e tablets, chega a Canonical para brigar também. No entanto ela fará isso somente em 2014, ou seja, tarde demais para competir seriamente com alguém. As chances do Ubuntu para smarphones e tablets se tornar um sistema para nerds ou para quem quer ser underground, é muito grande. Em 2012 já é muito tarde para alguém tentar competir com gigantes como Google, Microsoft, Apple, Intel e Samsung, imagina 2014! Mark Shuttleworth deveria ter decidido isso há anos e saído do plano das ideias muito antes.
Se der certo para o Ubuntu, que bom. Mas se der errado, não vou me surpreender. Só resta torcer mesmo.


Fonte: http://www.gizmodo.com.br/conteudo/ubuntu-tera-versao-para-tablets-smartphones-e-tvs-inteligentes/

Um comentário:

  1. Guilherme, sempre achei que a obsessão da comunidade por tomar o lugar da Microsoft os levou a gastar munição em vão, pois como você bem disse a Microsoft ficou sem concorrentes no desktop por décadas e se solidificou demais para que algum concorrente gastasse toda sua munição contra ela.
    Mesmo que o Ubuntu saísse hoje para tablets, já teria uma missão difícil, que seria a de tomar o lugar que hoje é do Android, para 2014, só lhe restará os Geeks como público, pois nos dispositivos mobile, sair de fábrica ou não com um SO embarcado, significa a vida ou a morte de um sistema.
    Duvido muito que o Google irá ceder algum espaço ao Ubuntu.
    Se a Canonical percebeu (tarde) que a guerra do desktop é perdida e resolveu entrar, tarde, mas muito tarde mesmo na área mobile... Só resta lamentar, pois nunca veremos o Ubuntu com uma fatia significativa do mercado em nenhuma área.
    Google foi mais esperto e já começou desmerecendo o desktop e criando outros caminhos (web e mobile), pois sabia que era perda de tempo e dinheiro concorrer com a Microsoft em seu campo de batalha.
    Infelizmente o campo mobile é muito mais restrito e as chances de SOs alternativos se criarem por lá são mínimas. Só brilha SO que cai no gosto dos fabricantes, caso contrário... caixa.

    ResponderExcluir