Os 10 mais importantes projetos de código aberto de 2011


O código aberto há muito tempo é sucesso e ano após ano mais desenvolvedores vem adotando esse revolucionário modelo de criação - uns por ideologia mais humana possível, outros em busca de melhor custo-benefício. Até mesmo a Microsoft, que já chegou a contratar terceirizados especializados em atacar o software livre e o código aberto, está começando a entrar na onda: http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2010/08/24/microsoft-nos-amamos-o-codigo-aberto/




Você pode lembrar agora mesmo de grandes projetos de código aberto, como o Linux, Apache, JBoss, Firefox, Chromium, Webkit. Mas nesse ano? Quais destacaram-se? Joe 'Zonker' Brockmeier, escrevendo no Linux.com, responde isso. De acordo com Joe, os 10 mais importantes projetos de código aberto de 2011 são:


Hadoop: é uma plataforma, da Fundação Apache, de software em Java de computação distribuída voltada para clusters e processamento de grandes massas de dados.


Git: é um sistema de controle de versão distribuído com ênfase em velocidade. O Git foi inicialmente projetado e desenvolvido por Linus Torvalds para o desenvolvimento do kernel Linux.


Cassandra: é um projeto de sistema de banco de dados distribuído altamente escalável de segunda geração, que reúne a arquitetura do Dynamo, da Amazon e modelo de dados baseado no Bigtable, da Google.
O Cassandra inicialmente foi criado pela Facebook Inc., que abriu seu código-fonte para a comunidade em 2008. Agora é mantido por desenvolvedores da fundação Apache e colaboradores de muitas empresas.


LibreOffice: pacote de escritório da The Document Foundation derivado do OpenOffice. A fundação surgiu depois da compra da Sun, mantenedora do OpenOffice, pela Oracle. Com as suspeitas da Oracle dar outra rasteira na comunidade contribuidora houve uma grande mobilização para criação de uma entidade independente e forte.
Grandes empresas apoiam o LibreOffice, como Red Hat, Novell, Canonical, Google e outras:
http://www.documentfoundation.org/supporters/


OpenStack: primeiro de tudo é bom entender o que é o laaS. LaaS é uma “estrutura como serviço”. Quem usa um serviço do tipo usa o que precisa em um servidor. Ele tem acesso à plataforma e ao software. Você pode ler aqui pra entender mais:
http://cio.uol.com.br/tecnologia/2009/10/20/cloud-computing-forrester-aposta-na-demanda-por-infraestrutura-como-servico/
OpenStack é um projeto laaS da Rackspace Cloud e NASA. Na NASA integra o código da plataforma Nebula de computação em nuvem.


Nginx: Nginx é um servidor e proxy reverso HTTP de alta performance, gratuito e livre, bem como um servidor proxy para IMAP/POP3.
Nginx conseguiu esse ano um pouco mais de 8% do mercado. Sites como Facebook, Dropbox e Wordpress usam Nginx.


jQuery: é a mais popular biblioteca javascript do mundo. Mais de 40% dos mais visitados sites do mundo a usam. A biblioteca usa licença mista GPL 2 e MIT.


Node.js: node é um interpretador JavaScript que possibilita criar aplicativos de rede altamente escaláveis que podem trabalhar com muitas conexões ao mesmo tempo. Um exemplo é o Google Docs, onde é possível várias pessoas escreverem o texto ao mesmo tempo. Node.js, inclusive, é construído em V8, motor JavaScript da Google.


Puppet: escrito em Ruby ele é um gerenciador de configuração e ferramenta de automação para servidores Linux e UNIX. A ideia é bem simples: "eu faço as coisas para você para você se preocupar com soluções criativas".
Puppet é usado pela Google, Dell, Wikipedia, Twitter, Bolsa de Nova Iorque, Disney e outras grandes empresas, universidades e órgãos estatais.


Linux: nem preciso falar sobre o kernel Linux, o mais famoso e bem sucedido projeto de código aberto. São milhares de colaboradores independentes, centenas de empresas, como IBM, Intel, Google, HP, Red Hat, Oracle, Nokia, Cisco, e bilhões em investimentos.
Recomendo ler, para quem não leu: "Quem desenvolve o Linux" e  "O que é Linux".


Joe ainda faz um questionamento sobre o Android. Se você percebeu, ele não apareceu na lista, mesmo sendo o destaque de público e na mídia. Por qual motivo? Simples. Zonker acha difícil o Android ser considerado projeto de código aberto. Google Android é sem dúvida algo  "muito estranho" e que a imagem abaixo fala por si:



Essa é a lista de Joe Brockmeier, mas e você? Qual sua lista? Qual projeto você colocaria como destaque também?


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Referências:


Linux.com: https://www.linux.com/news/featured-blogs/196-zonker/524082-the-10-most-important-open-source-projects-of-2011
Wikipedia: http://pt.wikipedia.org
IBM Developer Works: http://www.ibm.com/developerworks/br/library/os-nodejs/
InfoQ: http://www.infoq.com/br/news/2010/02/puppet-25
ReadWrite: http://www.readwriteweb.com/mobile/2011/08/android-is-the-least-open-of-a.php




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Jogadores não conseguem entender a declaração da Cruz Vermelha

Parece até como acontece nas discussões sobre sistemas operacionais, quando alguém fala qualquer coisa do outro sistema muitos vem atacar, como insetos famintos, inúmeras vezes sem usar o que tem dentro da caixa craniana. É isso que aconteceu depois do sério e importante debate sobre Direitos Humanos na Cruz Vermelha.

Cruz Vermelha e Crescente Vermelho

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Red Hat soluciona problema de energia do kernel 3

Matthew Garrett, funcionário da Red Hat e ex-integrante do time Debian, fez um patch que melhora o gerenciamento de energia no kernel Linux. Tudo isso ocorreu no começo do mês passado, mas por falta de tempo não postei no blog. De qualquer forma é interessante falar aqui.


Com o novo kernel, o 3, percebeu-se que o consumo de energia estava muito elevado. O problema estava no ASPM, o Gerenciador Ativo de Estado de Energia (tradução livre): "atualmente o sistema se recusa a tocar nos registradores ASPM se o BIOS afirma ao sistema que o recurso não está disponível. Isso pode causar problemas se o BIOS possui (por qualquer razão) o ASPM habilitado em alguns dispositivos", disse Michael Larabel, fundador do site Phoronix.
ASPM serve para regular a distribuição de energia para conexões PCI-e não utilizado. Com isso uma certa economia de energia é feita, fazendo durar a bateria dos equipamentos portáteis.
Larabel, no Phoronix, comentou: "muitos BIOS tem seu suporte ao ASPM mal-configurado e certos problemas de congelamentos de sistema já foram relatados com o uso desse recurso. Não é realmente uma surpresa que esse seja mais um problema relacionado com BIOS sob o sistema Linux, Larabel afirma que os problemas se referem historicamente à modificações e hacks feitos por fornecedores de BIOS para se adequar ao gerenciamento de energia de outros sistemas dominantes do mercado. O problema em questão parece ser que um grande número de BIOS de notebooks e netbooks suportam ASPM, porém não notificam esse suporte através da FADT."


De acordo com os gráficos do Phoronix (veja o gráfico completo aqui: http://bit.ly/sY5Csv):



A previsão para estar disponível para todos, na atualização do próprio sistema, é que saia a correção no kernel 3.3. A certa demora é pelo fato do bug não comprometer a segurança ou a estabilidade do sistema, ou seja, estão testando muito bem antes de colocar qualquer coisa no kernel.


ATUALIZAÇÃO:


O problema foi corrigido antes do esperado. Kernel 3.0.20 e 3.2.5 possui a correção:
http://www.h-online.com/open/news/item/New-Linux-kernel-fixes-power-saving-issues-1429482.html


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Referências:

Phoronix - http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=linux_aspm_solution&num=1
Phoronix - http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=MTAyMjk
Linux Magazine - http://ns1.lpi-brasil.org/noticia/consumo_de_energia_no_linux

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