Bill Gates: como ajudar o mundo de maneira errada

Quem gosta ou não de Bill Gates tem que concordar. Bill Gates é um gênio da tecnologia. Não, ele nunca fez nada de revolucionário diretamente, mas como mestre dos negócio elevou a tecnologia pessoal a patamares jamais pensados – tecnologia era importante para empresas, não para às pessoas, falavam muitos especialistas antigamente. Sem Bill Gates a tecnologia pessoal nunca chegaria onde chegou.

Bill e sua mulher Melinda

Podemos ver sua visão de ThunderCats quando voltamos ao passado. Quando ele copiou o CP/M e fez seu DOS ele soube aproveitar as oportunidades quando outros não quiseram. Quando usou conceitos de outras empresas, como da Xerox e Apple, ele não quis ficar restrito a segmentos, lançou logo algo para popularizar e dominar o mercado. Windows, um sistema simples de usar e compatível com uma arquitetura aberta, diferente dos caros equipamentos Apple, que se tornou artigo de luxo, de poucas pessoas.

Bill Gates sempre foi rico, não milionário, mas bem de vida, e soube nunca esnobar como muitos filhos da classe mais abastarda fazem. Ele não só nunca esnobou mas soube aproveitar sua condição para ir muito mais além, tornando-se ano após ano o homem mais rico do mundo.

No entanto diferentemente de grandes personalidades da tecnologia, como Steve Jobs, ele não quis somente colecionar Dólares, ele quis participar ativamente do mundo real, onde uma parcela considerável de pessoas do planeta morrem de fome, morrem de doenças, onde não tem acesso a condições básicas, onde a educação não é de qualidade ou nem chegou, onde a desigualdade é endêmica. Gates então, junto à sua mulher, Melinda, fundou a Bill & Melinda Gates Foundation.

A Fundação Gates logo tornou-se a maior entidade filantrópica do planeta, com um orçamento maior do que 70% dos países da Terra. Bill Gates implementou uma maneira diferente de gerir as coisas. A fundação não vivia somente do dinheiro privado dele e de outros contribuidores, como Warren “maníaco por dinheiro” Buffet (essa necessidade incrível por dinheiro assusta qualquer um), mas a própria fundação tinha e tem métodos de obtenção de recursos muito inteligente, que faz a fundação ser independente e sempre ter recursos (muito recursos) em caixa.

Aí que veio o primeiro problema ético da empreitada. A fundação é famosa por investir muito, muito mesmo, em programas de combate à AIDS, à pobreza, programas que melhoram a condição de vida das pessoas mais necessitas pelo mundo. Só que a família Gates nunca soube lidar direito com isso. A ideia de gerir a fundação como se fosse uma empresa, para poder ter sempre capital de investimento, é boa, mas a maneira que fizeram isso num primeiro momento é desastrosa, escandalosa, quase criminosa.

Fundação Gates e o escândalo exposto pelo Los Angeles Times


Em uma longa reportagem do Los Angeles Times [1], alguns anos atrás, foi denunciado como a Fundação Gates trabalha. Além de só investir 5% do orçamento diretamente com a filantropia cada um dos administradores tem uma meta: ganhar dinheiro. Dinheiro esse para financiar os projetos. A ideia é excepcional, mas como ela é fomentada não.

A Fundação Gates lucra muito com investimentos realizados em empresas cujo modo de agir vai de encontro a tudo que prega: um mundo melhor para todos, especialmente para quem sempre é deixado para trás. São empresas acusadas de práticas nada legais, como discriminação, crimes ambientais, desrespeito a direitos trabalhistas e práticas antiéticas.

A Fundação Gates investe pesadamente em algumas empresas que estão entre as maiores
poluidoras da América do Norte como ConocoPhillips, Tyco International Ltd e Dow Chemical, principal produtora de plásticos e produtos químicos do mundo cuja ficha suja vai do desastre em Bhopal, na Índia, onde 500 mil pessoas foram atingidas por gases tóxicos e 25 mil morreram (Union Carbide é subsidiária e se negou a prestar qualquer ajuda ou pagar indenizações), ao comércio de agente laranja e napalm. Ela também aplica dinheiro em empresas acusadas pelos Estados Unidos de uso de trabalho escravo infantil, firmas de saúde processadas por erros médicos recorrentes e fraudes e até a Fundação Gates tem em seu portfólio cassinos de Las Vegas e outros meios de apostas.

O fundo de investimentos da instituição faz aplicações também em empresas farmacêuticas, que se negam a vender aos países africanos a preços acessíveis drogas contra o vírus HIV. Merck, Schering Plough e Abbott Laboratories estão entre essas companhias com US$ 100 milhões a US$ 1 bilhão em ações nas mãos da Fundação. As empresas, ao obterem mais lucros e terem sucesso no mercado de medicamentos, fazem com que o patrimônio da Fundação cresça proporcionalmente. Assim, se uma delas obtiver sucesso no desenvolvimento de uma vacina em teste, por exemplo, parte dos lucros também vão para a Fundação.

Críticos como Daniel Berman, da organização Médicos Sem Fronteiras, apontam ainda que o que a Fundação Gates deveria fazer com relação à Aids, ou seja, garantir que as drogas cheguem ao lugar onde mais são necessárias.

Esse é “o segredo sujo” de muitas organizações de ajuda humanitária, disse Paul Hawken, especialista em investimentos socialmente benéficos que dirige o Natural Capital Institute, um grupo de pesquisa de investimentos. “As fundações doam a grupos que procuram curar o futuro”, disse Hawken. “Mas, com seus investimentos, elas roubam do futuro.” Além do mais, investir em companhias antiéticas não é o mais danoso. “O pior é investir puramente pelo lucro, sem procurar melhorar a atitude de uma companhia. Esse investimento irracional premia o mau comportamento.” Na Fundação Gates cada vez mais há uma divisão entre os investimentos filantrópicos e as ações de investidor, dizem os críticos.

Na época a Fundação Bill e Melinda Gates prometeu rever todos essas questões e mudar o portfólio de investimentos. No entanto, depois da aquisições da Monsanto e Cargill parece que as coisas não estão ainda condizentes.


Fundação Gates, os transgênicos e a parceria com a Monsanto e Cargill


Quinta-feira, dia 23, em um discurso em Roma na Agência de Pobreza Rural da ONU, Bill recomendou investimentos tecnológicos para combater a fome, mas novamente de forma equivocada.

Novamente Gates teve uma atitude digna quando diz se preocupar com a desgraça da fome, mas erra feio na implementação, principalmente quando se sabe que a Fundação Bill e Melinda Gates é uma grande acionista da Monsanto e parceira da Cargill, uma das maiores empresas de commodities alimentícios do mundo (alimentos como mercadoria especulativa na bolsa de valores). [7]

Bill Gates deixa claro: combate à miséria é obrigatório aceitar Organismos Geneticamente Modificados (OGM) [2]. O grande desastre disso é ocorrer o que aconteceu em outras partes do mundo: dependência tecnológica, privatização de estrutura genética de organismos vivos, aumento da dependência de agrotóxicos, desastre ambiental e social. Tudo isso sempre com empresas privadas duvidosas, envolvidas em escândalos, corrupção e outras terríveis ações, no meio de tudo.

Não é de agora que sabemos dos males dos OGM na base da alimentação, na base do mantenedor da vida e da sociedade, principalmente em lugares pobres. Na Índia, por exemplo, aconteceu uma caso notório de introdução de OGM na base da sociedade. Resultado? Desastre! Lá Organismos Geneticamente Modificados vindo da Monsanto magicamente resolveriam o problema da produção. Monsanto garantiu que as sementes modificadas deles resolveriam tudo. O que aconteceu foi uma calamidade. Regiões onde se plantava há 5 mil anos agora estavam dependente de patentes da Monsanto, que detém 90% da propriedade intelectual sobre essa biotecnologia. Não só de sementes, que se espalharam por todos os cantos indiscriminadamente, mas dos agrotóxicos, que são de uso casado. Se você compra sementes da Monsanto terá que usar defensivos deles, obrigatoriamente.

O custo da plantação aumentou, a dependência ficou irreversível e os resultados eram um fracasso. Os pessoas foram levadas pela propaganda da mágica dos OGM, pela propaganda da Monsanto, e colheram desespero, tanto que o número de suicídio aumentou muito na região devia à dívidas resultante da empreitada da Monsanto na região. A Monsanto com seus Organismos Geneticamente Modificados foi responsável por uma das mais notórias catástrofes da história da biotecnologia. E não parou por aí. A Monsanto fez isso em outros países da Ásia, praticando inclusive corrupção ativa para fazer todos ficarem dependentes de seus produtos. [3]

Fundação Gates e Monsanto são parceiras. A fundação de Bill Gates é uma grande acionista da empresa

"O lado ambiental o OGM é cruel. Desastres são preocupantes no cultivo com OGM. As culturas transgênicas podem ter uma vantagem competitiva em relação às plantas nativas silvestres,  dificultando sua capacidade de sobrevivência. Além disso, insetos benéficos e outras formas de vida silvestre podem ser ameaçados pelas culturas transgênicas que produzem seu próprio inseticida ou por culturas que requerem uso mais intenso de agrotóxicos", aponta o documento do Greenpeace. [4] O caso indiano anterior mostrou algo que constantemente acontece. Os insetos, fungos e ervas daninhas "criam" resistência dos defensivos que são obrigados a passarem (e comprarem da empresa dona da patente das sementes). O resultado é um aumento na quantidade de agrotóxicos que gera um ciclo vicioso pois cada vez menos os defensivos fazem efeitos. É um desastre econômico e ambiental.

No mesmo documento da entidade ambientalista acima citada é afirmado: "O pior ainda é o custo para a saúde. Alimentos produzidos a partir de algumas culturas transgênicas podem prejudicar seriamente o tratamento de doenças. Isso se deve ao fato de muitas variedades transgênicas conterem genes resistentes a antibióticos. Se esses genes se transferirem para bactérias patogênicas, eles poderiam torná-las imunes aos efeitos do antibiótico, contribuindo ainda mais para a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos comuns. Alimentos transgênicos podem aumentar o risco de alergias graves e até fatais. Muitas pessoas são alérgicas a alimentos produzidos com determinadas plantas devido a proteínas contidas neles. Evidências sugerem que culturas transgênicas apresentam um potencial alérgico ainda maior que as culturas tradicionais." [4]




O discurso dos OGM, o discurso de Gates, é idêntico ao da Revolução Verde, que contribuiria para acabar com a fome no mundo. A Revolução Verde, pós Segunda Guerra, realmente aumentou e muito a produção e a qualidade dos alimentos. A tecnologia para a área foi peça necessária para ocorrer o aumento vertiginoso na produção e oferta. De acordo com a FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a produção de carnes, crustáceos, moluscos, grãos e cereais, base da alimentação mundial, subiu de 100 a quase 300%. Acabamos com a fome no mundo? Não, muito pelo contrário. O número de miseráveis mortos, literalmente, de fome é alarmante. [5]

Gates está muito equivocado se acha que combater a fome é produzir mais, é privatizar o patrimônio genético da base da alimentação dos povos, é introduzir uma espécie estranha sem saber os resultados ferindo completamente o Princípio da Precaução [6]. Bill Gates está certo sim em se preocupar com o flagelo, mas o investimento não deve ser feito em Organismos Geneticamente Modificados. Pior ainda é fazer tudo isso em parceria com a Monsanto. Sim, a Fundação Bill e Melinda Gates é uma grande acionista da Monsanto [7], como falei mais acima, e é muito questionável o interesse da Fundação Gates em combater a fome com OGM, OGM de uma das empresas com piores históricos do planeta, famosa por produzir armas químicas, toxinas letais e deixar regiões onde entram uma calamidade. Críticos afirmam que o objetivo da Monsanto é dominar sobre as sementes mundiais, extinguindo todas as não-transgênicos, as que não são de propriedade da empresa.

E se não bastasse a Monsanto no portfólio de investimentos da fundação de Bill Gates, eles ainda tem como parceira a Cargill [7], uma das maiores empresas de commodities alimentícios do mundo, cujo interesse, além de produzir, é ter alimentos como mercadoria especulativa em bolsas de valores, para aumentar seus lucros e o controle sob os alimentos - Cargill (EUA), junto com outras poucas empresas como Bunge (EUA), Archer Daniels Midland (EUA), Louis Dreyfus (França) e Marubeni (Japão) controlam 90% do mercado de grãos do planeta, base da alimentação do mundo. Esse tipo de ação é responsável por uma tragédia humanitária tremenda, fazendo os preços dos alimentos dispararem de maneira assustadora, jogando milhões dentro da fome extrema. [8] A empresa ainda tem sério histórico de devastação do meio ambiente, aqui mesmo no Brasil, invadindo à Amazônia para fortalecer o agronegócio da soja. [9]

Então a proposta de Bill Gates está muito mal explicada. Como ele quer investir no combate à fome com esse conflito de interesses, essas parcerias estranhas com Monsanto e Cargill?


Como deveria ser feito


Não sei se estou sendo muito ingênuo, mas acredito que os espantosos investimentos em empresas desprezíveis feito pela Fundação Bill e Melinda Gates não sejam feitas premeditadamente, com intuito de prejudicar pessoas, nem mesmo ganhar ganhar dinheiro através de uma entidade sem fins lucrativos. Acredito que realmente eles estejam fazendo tudo isso pensando que o bem está sendo feito. No entanto, obviamente, nem sempre eles fazem o bem, chegando até acontecer situações estranhas como a que está acontecendo entre Fundação Gates, Cargill e Monsanto.

O problema, creio eu, está no entendimento que investimento no ser humano não é como investir no lucro de empresas. Essas pessoas que estão na administração da fundação, o grupo de trabalho e a família Gates, não entenderam ainda que por mais difícil que seja nada nesse setor pode ser feito sem análise de efeitos. Investimentos feito pela fundação de Gates são louváveis e a intenção do fundador da Microsoft é de se admirar muito. Pessoas assim deveriam existir às pencas. Entretanto o questionamento de como isso é feito sempre deve ser criticado quando vai de encontro o que a intenção. Todos nós agradecemos o que Bill Gates está fazendo, mas quando feito de maneira errônea o dever é sempre corrigir para que efeitos secundários não venham destruir tudo o que está sendo feito de bom.

Nessa última declaração, sobre as questões da fome, o alvo para ataque deve ser nas consequências das atitudes humanas que estão modificando o clima, o alvo deve ser a política colonialista e predatória das grandes potências, que pouco fazem para combater a desigualdade, que pouco fazem para criar mecanismos de crescimento econômico e humano e que muitas vezes até compactuam, por interesse próprio, com sistemas políticos criminosos. O alvo também deve ser também o lobby criminoso e a política de grandes empresas que estão destruindo toda uma estrutura social e econômica - Monsanto, parceira da Fundação Gates, é uma dessas empresas que destroem o mundo.

E as pessoas? Esperarão, morrendo, até que isso mude? Não. Tecnologia alimentar então deve ser proposta, mas de modo muito mais simples, sem os evidentes problemas dos OGM e com uma política de distribuição eficiente não só de alimentos mas de recursos, nos moldes do tão aclamado mundialmente Bolsa Família - que distribui renda para situações extremas e onde há dinheiro há oferta de comida -, que tirou tantas pessoa da linha da pobreza. É possível até investir em formas alternativas, mais baratas e eficientes de tecnologia de produção alimentar, que nunca criariam dependência, que nunca privatizariam a vida vegetal, que não afetariam a fauna, flora e a estabilidade natural. É possível investir na criação e desenvolvimento de formas sustentáveis, baratas e simples.

Tecnologia eficiente nem sempre é feita em laboratórios caros, com muitos elementos químicos, moléculas e DNAs. Nem muito menos fazendo parcerias com empresas duvidosas (para não dizer criminosa), como a Monsanto. Muitas vezes investir na tecnologia simples, que é de fácil acesso, é melhor e há inúmeros exemplo que isso é verdade. A água, por exemplo, que é essencial para a vida na Terra, é uma das que mais matam. Soluções acessíveis são possíveis, sem nada de componentes eletrônicos, mas que não deixam de ser tecnológicos. Um simples filtro de barro, para ter uma ideia, já ganhou espaço nos projetos humanitários. Uma simples garrafa PET exposta ao Sol durante horas pode tornar a água mais limpa que complicados sistemas de purificação [10]. Plantações usando técnicas milenares, como plataformas em escadas, irrigação natural, reaproveitamento de dejetos pode ter melhores resultados. E tudo pode ser feito de maneira orgânica, usando técnicas provadas que são mais acessíveis do que produtos patenteados, produtos tóxicos, que geram dependência, que geram destruição do meio ambiente e cujo resultado quase sempre é nulo. Se Bill Gates quer combater a fome no mundo ele certamente está indo pelo pior caminho.

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Referências:

[1] Los Angeles Times. "Dark cloud over good works of Gates Foundation": http://www.latimes.com/news/la-na-gatesx07jan07,0,290910,full.story. Acesso em: 26 Fev 2012.

[2] Folha de SP. "Bill Gates defende revolução digital contra a fome mundial": http://www1.folha.uol.com.br/tec/1052756-bill-gates-defende-revolucao-digital-contra-a-fome-mundial.shtml. Acesso em: 26 fev 2012.

[3] Neilor Aarão. "As sementes do suicídio": http://pt.scribd.com/doc/55369787/India-as-sementes-do-suicidio. Acesso em: 26 fev 2012.


[5] Carta Capital. "Situação da fome no mundo é alarmante": http://www.cartacapital.com.br/internacional/situacao-da-fome-no-mundo-e-alarmante-e-dramatica/. Acesso em: 26 fev 2012.
Carta Capital. "Um bilhão de famintos": http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/um-bilhao-de-famintos/. Acesso em: 26 fev 2012.

[6] Greenpeace. "O Princípio de Precaução e os Transgênicos: uma abordagem científica do risco": http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2007/8/greenpeacebr_040507_transgenicos_documento_principio_precaucao_port_v1.pdf. Acesso em: 26 fev 2012.

[7] The Guardian. "Why is the Gates foundation investing in GM giant Monsanto?": http://www.guardian.co.uk/global-development/poverty-matters/2010/sep/29/gates-foundation-gm-monsanto

[8] Carta Maior. "Especuladores da fome fazem preço dos alimentos aumentar": http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17497. Acesso em: 26 fev 2012.
Carta Capital. "Comer é verbo e não substantivo: mercado ou soberania alimentar?": http://www.cartacapital.com.br/sociedade/comer-e-verbo-e-nao-substantivo-mercado-ou-soberania-alimentar/. Acesso em: 26 fev 2012.

[9] Greenpeace. "Cargill – Eating up the Amazon": http://www.greenpeace.org.br/amazonia/pdf/cargill.pdf. Acesso em: 27 fev 2012.
Greenpeace. "Cargill finds resistance by environmentalists": http://www.chron.com/business/article/Cargill-finds-resistance-by-environmentalists-1856755.php. Acesso em: 27 fev 2012.

[10] Info Online. "Tecnologia usa sol para purificar água": http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032009/02032009-21.shl. Acesso em 26 fev 2012.

Veja também:

"O Mundo Segundo a Monsanto". Documentário franco-alemão de Marie-Monique Robin (saiba mais clicando aqui):


6 comentários:

  1. [...] As relações entre a Bill & Melinda Gates Foundation contra a fame no mundo e os fabricantes de... sinapseslivres.com.br/2012/02/bill-gates-como-ajudar-o-mundo...  por gelo hai 4 segundos [...]

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  2. Na Dow, só se usa tecnologia Microsoft.
    Em Indianópolis USA (Matriz da Dow) trabalham equipes da Microsoft desenvolvendo produtos.
    Interessante como os pontos se unem.
    Bill Gates e a MS tem tentáculos em muitas, mas muitas empresas pelo mundo.
    Eles estão tão enraizados em tantas empresas, de forma que se tornou uma empresa praticamente indestrutível.
    Bill Gates é o maior gênio que já existiu em criar dependência do seu negócio.
    Do ponto de vista empresarial, é o que todos tentam e não conseguem.
    De outro ponto de vista, já é outro assunto.
    A Microsoft poderia parar de produzir hoje, e ainda continuaria viva só com as participações que tem em outras empresas.
    Bill Gates é o maior executivo de todos os tempos, está para nascer alguém que o supere.

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  3. [...] econômico para privatizar a vida e a base da alimentação. Suas políticas se assemelham as da Monsanto, Syngenta e Aventis [1]. De ética essas empresas não tem nada, principalmente quando há práticas que usam e abusam [...]

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  4. "Agricultores nos EUA alertam para praga de 'superinsetos' com uso de transgênicos":http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/22261/agricultores+nos+eua+alertam+para+praga+de+superinsetos+com+uso+de+transgenicos.shtml

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  5. Duvidoso esse maldito Bill Portões, ele apenas está blefando que está "interessado" no bem da humanidade. Afinal, lançar uma ABERRAÇÃO como aquele "Sistema Operacional" Janelas já mostra como é MALDOSO.
    Há muitos assim que dizem "ajudar". Fundação dos bancos e etc.

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  6. Ótima reportagem. Parabéns!

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