Google e o tráfico de mulheres

Em reportagem publicada pela Women News Network, uma organização de Direitos Humanos reconhecida até pela UNESCO, publicou uma reportagem que pode mostrar a incompetência ou até uma falta de senso de humanidade da administração do AdWords, da toda poderosa empresa da Califórnia Google.


O informe mostra que a republicana Marsha Blackburn (Tennessee) e a democrata Carolyn Maloney (Nova York) encaminharam uma carta ao CEO da Google Inc. e cofundador da empresa, Larry Page, questionando o funcionamento do serviço de publicidade da empresa, maior fonte de lucro da Google.

O intuito das congressistas é saber mais como a empresa está agindo quanto às denúncias de que o serviço de publicidade está contribuindo com o tráfico sexual de meninas e mulheres pelo mundo e quanto está lucrando o comércio esse comércio ilegal e degradante.



No documento das congressistas mostra a preocupação. Google é a maior plataforma de propagandas online do mundo e seus negócios são os mais fáceis possíveis para seus clientes. Além disso o comércio online de crianças e mulheres aumentou 1000% entre 2004 e 2008, e as novas políticas do AdWords podem ter facilitado mais ainda o tráfico de pessoas por permitir um número gigantescos de propagandas de uma mesma campanha.

Phil Cenedella, da National Association of Human Trafficking Victim Advocates, em entrevista à Women News Network, falou que "É uma questão de tempo antes que alguma jovem mulher, garota ou garoto que foi traficado online revele publicamente que o anúncio que a vendeu, ou o vendeu, para serviços sexuais estava em uma propaganda paga no Google AdWords”.

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Aparentemente a Google está agindo de maneira contraditória. Em 2011 a empresa doou mais de 11 milhões de Dólares para organizações que combatem o tráfico de seres humanos, mas nunca agiu para verificar essa atrocidade em seus serviços de propaganda.

Até agora a Google não respondeu a carta das congressistas.

A reportagem completa e em português pode ser lida no site Pública. Recomendo fortemente que leia agora mesmo:
http://apublica.org/2012/05/google-trafico-de-mulheres/


2 comentários:

  1. Entendo o ponto de vista, creio que seja uma falha realmente do Google, a ponto de chamar de omissos, mas cobrar ou culpar mais do que isso seria como culpar Gutemberg pelas baboseiras da revista Veja.

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  2. O ponto é realmente esse, a omissão, a falta de gestão. Não é culpa da empresa pelo tráfico. Eles não fizeram de propósito. O grande problema que realmente está acontecendo é a falta de colaboração com um assunto muito sério.

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